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Sinistro Automóvel

Caso encerrado Resolvida sem sucesso

Esta reclamação é pública

Reclamação

S. S.

Para: Caixa Central de Crédito Agrícola

31/03/2022

NIF: 207457999 Exmos. Senhores, No passado dia 8 de feveiro do corrente ano, estive envolvida num acidente de viação com uma viatura de Corporação Humanitária (ambulância). O mesmo ocorreu às 20:54 (e não 08:54 como foi preenchido) e seguiamos os dois no mesmo sentido. Eu apercebi-me da aproximação da ambulância, que circulava em marcha de urgência, sinalizada com os rotativos, luzes intermitentes e quatro piscas. Como diz o código de estrada, dei início à cedência de passagem: dei sinal de pisca à direita, encostei-me à berma o mais que consegui e abrandei a marcha, quase imobilizando a viatura. No entanto, ambos nos encontravamos a chegar à entrada de uma rotunda, nunca estrada de faixa única. A ambulância ultrapassou-me e virou imediatamente à direita, batendo contra a lateral/frente do meu veículo. Eu circulava na companhia do meu filho menor, que de imediato entrou em estado de choque. As duas ocupantes da ambulância, duas bombeiras, depois de a mobilizarem a alguns metros de distância, foram de imediato ter conosco, prontificando-se a verificar se estavamos bem. A bombeira que conduzia a ambulância e que embateu contra o meu veículo ficou transtornada por ter sido o seu primeiro embate. A bombeira que a acompanhava, depois de verificar que estavamos bem, simplesmente perguntou: "a senhora quer chamar o polícia ou podemos fazer seguro amigável?" Como nunca questionei a minha culpabilidade e não querendo dificultar o processo, aceitei fazer o seguro amigável. Foi chamado ao local o Adjunto de Comando da Corporação dos Bombeiros Voluntários em questão pelas bombeiras envolvidas, que logo se deslocou ao local do acidente. Entretanto, já na presença do Adjunto de Comando, passou e parou uma viatura da GNR no local, ao qual o mesmo se dirigiu, dizendo não ser necessária a sua presença para tomar conta da ocorrência visto termos acordado em resolver amigavelmente. Foi-me pedido para comparecer no Quartel da Corporação no dia seguinte para preencher a declaração, dada a hora tardia do dia em questão. Assim o fiz, e no dia 9 compareci no Quartel. A condutora da ambulância, na noite anterior tinha feito a ocorrência interna que me foi lida pelo Comandante da Corporação. Discordei de dois factos descritos pela mesma, sendo que afirmava que a ambulância sinalizava manobra à direita (quando na verdade levava os quatro piscas ligados) e que a condutora do viatura envolvida (eu) se deu como culpada desde o primeiro instante, coisa que nunca, em momento algum, aconteceu. Como essa ocorrência era interna, nada foi alterado. Os dados do seguro amigável da Vossa segurada foram preenchidos pelo Comandante, não tendo sido preenchido por ambas as partes a descrição da ocorrência. No dia seguinte, dia 10 de fevereiro, dei entrada do processo na minha seguradora, nunca colocando em questão a minha culpa. No dia 17 do mesmo mês, recebi a informação de que a Vossa companhia tinha aceite a responsabilidade a 50%. Dirigi-me à minha seguradora, onde foi apresentada uma reclamação da minha parte para com a Vossa companhia. Hoje, dia 30 de março, recebi a informação de que a reclamação não foi aceite e finalizaram o processo com a Vossa responsabilidade a 50%. Conduzo há 19 anos, não tenho qualquer historial de acidente e não concordo que, tendo eu tentado ao máximo ceder passagem a uma viatura prioritária, me tenha sido atribuído meia culpa do acidente. Se não fosse minha intenção ceder passagem, teria seguido normalmente a minha marcha. Não foi o caso, e eu não tenho culpa que a condutora da ambulância em questão tenha calculado mal a distância e embatido no meu carro, até porque se não o fizesse, à velocidade que efetuou a manobra, iria embater (subir) no separador existente no lado direito da rotunda. Mais: eu própria já fiz parte de uma outra Corporação Humanitária, onde sempre me foi dito que, mesmo em marcha de urgência, uma ambulância nunca poderia colocar os outros utentes da via em perigo. Coisa que na verdade, neste caso, não foi o que aconteceu. A ambulância ultrapassou a minha viatura quando entrava numa rotunda, não sinalizando a manobra. As bombeiras em questão induziram-me ainda em erro, questionando-me a presença ou não da polícia. Se a culpa tivesse sido questionada na hora pelas envolventes no acidente, era óbvio que teria solicitado a presença das autoridades e garantidamente não me teria sido atribuída qualquer percentagem de culpa, porque na realidade, não a tive. Mas como diz no email que me foi enviado pela Vossa companhia, "as declarações dos condutores intervenientes são divergentes quanto à atribuição de responsabilidade no acidente, podendo suscitar-se dúvida sobre as reais circunstâncias em que o mesmo acorreu". Resta-me voltar a referir que a minha manobra foi sinalizada e cumprida corretamente (pisca à direita, encosto à berma e abrandamento significativo da marcha) e que a outra viatura não levava a sinalização correta (utilizava os quatro piscas), ultrapassou o meu veículo numa estrada de faixa única mesmo na entrada de uma rotunda, virando de imediato à direita. Mais saliento que, mesmo numa marcha de urgência, um veículo prioritário nunca pode colocar em risco os outros utentes da via pública. Peço então uma nova análise e resolução da situação. Sem outro assunto e aguardando uma resposta da Vossa parte, Susana Soares

Solução pretendida

  • Revisão do sinistro