PARTILHA COM CUIDADO

PODES PARTILHAR SEM CORRER RISCOS

Sabemos que gostas de conversar e partilhar nas redes sociais,
mas será que o fazes sem correr riscos?

Porque é que a privacidade interessa

A tua pegada (ou presença) digital representa quem tu és online. Isto abrange fotos, áudio, vídeos, mensagens, gostos e comentários em publicações nos perfis dos teus amigos. Não te esqueças: tão importante como ser educado offline (na escola ou em casa, por exemplo) é sê-lo online.

A internet faz com que seja mais fácil comunicar com a família, amigos e pessoas que gostam das mesmas coisas que tu. Enviamos mensagens, partilhamos fotos e falamos em redes sociais – muitas vezes sem nos apercebermos que há mais pessoas que também podem ver o que partilhamos.

Uma fotografia ou uma publicação que achas engraçada e inofensiva hoje, pode ser vista e interpretada de forma diferente por pessoas que nunca pensaste que poderiam ver esse conteúdo – hoje ou no futuro. Assim que uma coisa cai na internet, é muito difícil voltar atrás.

A tua reputação digital é o conjunto de ideias, opiniões, impressões ou crenças que os outros têm sobre ti. Pode ser descrito como algo sobre o qual não tens a certeza absoluta mas que geralmente queres que seja visto como positiva ou boa pelos outros.

Como tudo na internet, a tua pegada digital pode ser vista por pessoas que tu nunca conheceste. Assim que dizes ou fazes alguma coisa online, ela pode lá ficar para sempre. Pensa muito bem sobre o que publicas e partilhas online. E pensa que, algumas vezes, o melhor é mesmo não publicar (como, por exemplo, reagir a quente a publicações de outros). Já todos ouvimos que devemos “pensar antes de publicar” e se já todos ouvimos, é porque é mesmo um bom conselho. A melhor maneira de respeitares a tua privacidade e a dos outros é pensares sobre o que é OK de publicar, quem pode ver a tua publicação, que efeitos pode ter nos outros e quando não deves publicar de todo.

Informação que nunca deves partilhar online

Assim que partilhas informação e segredos sobre ti nas redes sociais ou em aplicações digitais, deixas de controlar o destino desses dados. Há alguns segredos que deves guardar para ti. Eis alguns:

Sabemos que esta situação pode ser complicada, dado que a maioria das redes sociais e aplicações precisa de saber o teu nome ou o teu número de telemóvel para que os teus amigos te consigam encontrar. Mas será que precisam de saber o teu nome do meio? Não nos parece. E também não deves partilhar o teu número do cartão do cidadão, a tua morada, os nomes dos teus animais de estimação, a data do teu aniversário, as escolas que frequentaste, etc.

Parece contraditório com a forma como as redes sociais são promovidas, mas é perigoso que as uses para dizer ao mundo que “na primeira quinzena de agosto vais estar em Albufeira”. Ao fazê-lo, podes estar a abrir uma janela de oportunidade para que ladrões te assaltem a casa. Podes publicar fotos das férias à vontade, mas fá-lo sem grandes informações ou de preferência quando já estiveres de regresso a casa.

Quanto mais extravagantes são as compras que fazes, mais cuidados deves ter em partilhá-las nas redes sociais. A exposição em excesso pode atrair atenções indesejadas. O melhor conselho é que tornes o teu perfil privado e desligues a localização. Assim só os teus amigos poderão ver as tuas publicações.

Quem é quem atrás do anonimato digital

O anonimato funciona como um combustível bastante volátil nas interações digitais. Nunca sabemos com certeza quem está do outro lado. Nem mesmo quando são conhecidos de pessoas com quem te relacionas.

Sempre que vemos publicações, comentários e fotos de outras pessoas, fazemos considerações pessoais sobre elas e a verdade é que essas nem sempre são corretas, especialmente se não as conhecermos. Tal é assim porque aquilo que vemos online é apenas uma parte do que os outros são e sobre aquilo que os preocupa. Mas também pode ser alguém a fingir ser outra coisa ou um sentimento que foi expresso num determinado momento. A verdade é que não podemos realmente saber quem são e o que sentem as pessoas até as conhecermos pessoalmente – e até nesses casos, leva tempo.

Diferentes pessoas podem ver a mesma informação e tirar conclusões diferentes sobre isso. Não assumas que as pessoas nas redes sociais te vão ver da forma como tu pensas que elas te vão ver.

Diferentes situações reclamam por respostas diferentes, tanto online como offline. É fundamental respeitar as escolhas privadas das outras pessoas, mesmo que sejam opções que tu não tomarias.

Tens de encontrar um equilíbrio e ter consciência dos riscos quando disponibilizas os teus dados. Se o fazes ou não, tem a ver com a tua liberdade e autodeterminação, mas tens de perceber que quando dizes na Internet quem és, o que fazes, onde estás e onde moras, podes colocar em causa a tua impressão digital.

A melhor maneira de garantires que ninguém “espia” os teus dados, hábitos, preferências e comentários passa por limitares a quantidade de informações online. Mas tão ou mais importante que isso, deves dedicar algum tempo a ler minuciosamente as políticas de privacidade das redes sociais que subscreves e das aplicações que instalas.

O que fazer para a internet esquecer

Quando te arrependes de alguma coisa que publicaste ou queres garantir que uma foto tua é eliminada porque a publicação não teve o teu consentimento, há formas de o fazer. Fica a conhecer algumas..

É a possibilidade de solicitares à Google e a outras empresas detentoras de motores de busca que apaguem os teus dados e informações pessoais online quando não há motivo legítimo para os conservar. Esta possibilidade tem por base a decisão de 2014 do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) de acordo com a qual um motor de busca é responsável pelo processamento dos dados pessoais. Recentemente, o direito ao esquecimento foi reforçado pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).

Para facilitar o envio dos pedidos de retificação, a Google disponibilizou um formulário online acessível a todos os europeus. Assim, quem quiser que a Google deixe de mostrar links para conteúdos “inadequados, irrelevantes ou excessivos” sobre si, só tem de requerer. A Google garante que cada pedido será analisado individualmente. Mas se a resposta for negativa, há sempre a hipótese de recorreres aos tribunais.

O problema com a informação e conteúdos que caem na Internet é que esta pode facilmente espalhar-se por vários locais e dispositivos. É o chamado efeito bola de neve. Basta que alguns utilizadores copiem os dados para o seu computador e voltem a partilhá-los numa outra página, para tornar muito difícil ou mesmo impossível o exercício do “direito ao esquecimento”.

Protege o teu dispositivo

Certamente que não queres que ninguém leia as tuas mensagens ou aceda à tua agenda. Como evitá-lo? Protegendo o teu telemóvel. Dizemos-te o que fazer!

Não entres em pânico, é muito simples! Vê como, dependendo do sistema que utilizas. Mas não te esqueças de carregar a bateria!

Android:
1. Em «Definições», seleciona a opção «Segurança».
2. Dentro de «Segurança», seleciona «Encriptação». Se encontrares o conceito «Telefone encriptado» não te assustes, significa que o teu dispositivo já está seguro; caso contrário, terás de carregar em «Encriptar telefone».
3. A última coisa a fazer é escolher uma boa palavra-passe. E não, o nome do teu animal de estimação não serve, é demasiado fácil.

iOS:
1. Em «Definições» seleciona a opção «Touch ID e Código».
2. Neste passo, podes alterar a palavra-passe do teu dispositivo ou criar uma nova impressão digital. Para isso, carrega em «Adicionar impressão digital» ou «Alterar código».

Windows:
1. Em «Painel de Controlo» entra em «Sistema e Segurança» e acede a «Encriptação de Unidade BitLocker».
2. Escolhe o dispositivo que pretendes encriptar e seleciona «Ativar BitLocker».

Mac:
1. No menu Apple, escolhe «Preferências do sistema» e depois «Segurança e Privacidade».
2. Clica no separador «FileVault» e depois no ícone do cadeado.
3. Por último, introduz o teu nome e palavra-passe e clica em «Ativar FileVault».

Linux:
Basta localizar as várias ferramentas de encriptação oferecidas pelo sistema.

Protege os teus dados privados com a encriptação

Garantirás a privacidade dos teus dados para que ninguém tos possa roubar. A encriptação é um sistema através do qual proteges os teus dados e evitas que te roubem informações privadas.

Podes encriptar o teu email, o acesso a páginas web, ligações a outros dispositivos remotos, etc., e qualquer serviço de Internet que queiras proteger. Normalmente, é aconselhável utilizar a encriptação em todas as comunicações em que se trocam dados pessoais, palavras-passe de utilizador, informação financeira, etc.

A encriptação é feita através do SSL, que é o protocolo que normalmente se utiliza para encriptar.

Há fornecedores, como o Google, que encriptam os seus serviços para proteger a sua informação. Podes verificar se estás a usar um serviço de encriptação da seguinte forma:

Verifica se no endereço da página web em que te encontras aparece https:// e não http://.

Se aparecer um cadeado na barra de estado do teu navegador, isso significa que é uma navegação segura.

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