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Volatilidade regressa às bolsas e é bem-vinda

Data da publicação: 11/04/2018

Há quem veja o regresso a níveis mais elevados de volatilidade como prenúncio de uma crise de grandes dimensões. Consideramos que uma volatilidade moderada pode ser salutar, se levar a que os riscos sejam tidos em conta nas decisões de investimento.

 

Os índices de volatilidade, como o VIX, são construídos a partir dos mercados de opções financeiras (instrumentos que dão ao investidor a possibilidade de comprar ou vender ativos numa data futura mas a um preço estabelecido no presente). Se os investidores percecionarem riscos acrescidos no futuro, vão negociar mais intensamente estes contratos, para se protegerem de variações desfavoráveis na cotação (seja de ações, divisas ou matérias-primas) e o VIX sobe.

O ano de 2017 foi caracterizado por Wall Street como um cenário Goldilocks, uma referência ao conto infantil da menina dos caracóis dourados que, entrando na casa de uma família de ursos, depois de provar uma papa demasiado quente e outra demasiado fria, encontra a que está mesmo no ponto certo. De forma análoga, a economia Goldilocks não está sobreaquecida ao ponto de provocar inflação excessiva, nem arrefecida ao ponto de cair em recessão. Está no equilíbrio ideal.

 

Claro que os riscos estavam lá. Mas o forte crescimento mundial deu confiança aos investidores, aliado ao suporte, sempre presente, dos principais bancos centrais que continuaram a inundar o mercado de liquidez, sendo a única exceção a Reserva Federal americana (mas mesmo esta está longe de um política restritiva).

 

A ausência de volatilidade é boa a priori, mas torna os investidores mais complacentes e invariavelmente a subestimarem o risco. Face aos fracos rendimentos dos outros ativos, são atraídos para investimentos cada vez mais arriscados. Em 2005-2007, o período de muito baixa volatilidade levou ao aparecimento de ativos “tóxicos”, nomeadamente os empréstimos subprime, que estiveram na base da última crise financeira internacional. Em 2017, não se identificou contudo nenhum fenómeno comparável – as criptomoedas, por exemplo, não colocam os mesmos riscos sistémicos.

 

Retorno da volatilidade = nova crise?

Após o longo período de reduzida volatilidade, há quem veja o regresso a níveis mais elevados como prenúncio de uma crise de grandes dimensões. Não partilhamos esse ponto de vista. Consideramos que se trata, sobretudo, de um simples retorno à normalidade. Uma volatilidade moderada pode ser salutar, se levar a que os riscos sejam tidos em conta nas decisões de investimento e que os investidores exijam a adequada remuneração por incorrer nesses riscos.

 

Naturalmente, a transição de um período de volatilidade não só baixa, mas em mínimos históricos, para outro período de volatilidade mais elevada não se fará sem sobressaltos. Mas vários fatores levam-nos a concluir que acabará por acontecer sem haver um cataclismo.

 

Desde logo, a boa dinâmica do crescimento mundial em 2017 não parece prestes a inverter-se. O crescimento está a ser impulsionado pela redução do desemprego, com o poder de compra das classes médias a subir. E apesar deste aumento do poder de compra, a inflação não está a acelerar, o que permite aos bancos centrais manter as políticas expansionistas. A outro nível, a forte procura nos países industrializados permite a recuperação das exportações de matérias-primas dos países emergentes, beneficiando as respetivas economias.

 

Ainda assim, subsistem ameaças. É certamente o caso do comércio internacional, onde as tarifas de Trump ameaçam as trocas. Mas também a nível geopolítico, com as tensões no Médio Oriente e entre a Rússia e os países ocidentais. Porém, estas últimas não são novidade e até as medidas de Trump resultam, sobretudo, da necessidade de agradar ao núcleo duro do seu eleitorado.

 

Receita contra o risco: diversificação

A crença que as bolsas são “de sentido único” é perigosa para os investidores. Se estes estiverem mais conscientes dos riscos conseguem lidar melhor com os desequilíbrios que o mercado venha a apresentar. Além disso, os mercados serão mais capazes de remunerar adequadamente os riscos. Por último, mas não menos importante, é preferível que a volatilidade regresse num momento em que a economia mundial está em boa forma e quando existem diversos polos de crescimento.

 

Esta realidade deve incentivar os investidores a diversificar corretamente as suas carteiras, para ganhar exposição ao crescimento onde ele surgir e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos a que estão expostos.

 

Para quem prefere investir em ações individuais, há títulos bem menos voláteis que outros. Entre os primeiros e que merecem o nosso conselho de compra, estão IBM, Exxon Mobil, Vodafone e a portuguesa REN.


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