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Suécia, investir num caso de sucesso

Data da publicação: 13/07/2017

Um dos países europeus onde a economia é mais dinâmica, a Suécia tem adotado uma política monetária bastante expansionista. Com a coroa subvalorizada face ao euro, os ativos suecos continuam atrativos.

A Suécia continua a ser um caso especial na União Europeia. Com uma taxa de crescimento de 2,2% no primeiro trimestre é uma das economias europeias mais dinâmicas. A taxa de desemprego de 6,7% (em maio) é inferior à média europeia e a taxa de inflação subjacente de 1,9% está próxima do objetivo do banco central.

 

Resultados que foram alcançados mantendo a solidez das finanças públicas: dívida pública em 41,6% do PIB (2016) e excedente orçamental em 2015 e 2016. A Suécia é um dos poucos países que ainda beneficia do rating máximo de AAA.

 

A procura interna continua a ser o principal motor da economia, sustentada pela subida dos salários reais e do poder de compra das famílias. Ao mesmo tempo, o aumento dos salários não penaliza a competitividade devido aos ganhos de produtividade.

 

Por fim, tal como outros grandes exportadores, a Suécia beneficia da retoma económica na Europa. A balança corrente do país deverá permanecer excedentária nos próximos anos (+4,7% do PIB em 2016).

 

Riksbank não mexe

Tendo em conta a conjuntura, seria de esperar que o banco central sueco iniciasse a normalização da política monetária. No entanto, o Riksbank está, desde 2014, preocupado é com a deflação. Nesse ano, os preços ao consumidor caíram e, receando que o fenómeno se enraizasse, em 2014, o banco central cortou a taxa diretora para 0%. Com as reduções posteriores, a taxa de juro de referência está em -0,5%.

 

Endividamento e boom imobiliário

A estratégia altamente expansionista tem dado bons resultados, mas gera riscos para a economia. É o caso da dívida das famílias, que atinge 183% do rendimento disponível, uma das mais altas do mundo. É verdade que as famílias suecas possuem, ao mesmo tempo, uma taxa de poupança acima de 18%! Mas a dimensão da dívida preocupa o Riksbank.

 

Consciente que, mais cedo ou mais tarde, terá de sair do mercado de obrigações, está preocupado com o impacto sobre as famílias de um aumento demasiado rápido das taxas de juro.

 

Este endividamento excessivo está ligado ao aumento dos preços dos imóveis e o regulador pôs fim aos empréstimos interest only (onde apenas se pagam juros e não se reembolsa a dívida), conseguindo abrandar o aumento dos preços. Em maio, subiram "apenas" 7% nos apartamentos e 9% nas moradias.

 

Investir na Suécia?

Se a dívida das famílias suecas é excessiva, o seu poder de compra continua a aumentar e têm uma poupança substancial. Além disso, a economia sueca está bem orientada para a exportação e beneficia da retoma económica global.

 

A política monetária expansionista do Riksbank pesou sobre a coroa sueca (subvalorizada face ao euro) mas tornou os ativos locais mais atrativos. Assim, a Suécia continua a ter uma presença nas nossas carteiras de fundos. Recomendamos para as ações o ETF iShares MSCI Sweden e para as obrigações em coroas suecas, o Nordea Swedish Bond.


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