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Saiba como contornar a inflação só com depósitos

Data da publicação: 12/03/2018

O montante aplicado em depósitos a prazo está a cair e o que fica à ordem está a aumentar, quem o diz são as estatísticas do Banco de Portugal. A culpa é dos juros baixos. O montante à ordem vai perder valor real, pois a inflação estimada é de 1,5%. Damos-lhe a solução para contornar a inflação.

Montante aplicado em depósitos a prazo desce para níveis de 2011

 

No final de 2017 estavam cerca de 92 mil milhões de euros aplicados em depósitos a prazo, valor equiparado ao dos primeiros meses de 2011. Nos últimos anos a tendência tem sido de fuga dos depósitos a prazo, o que não é de estranhar devido à queda das taxas de juro. Atualmente um depósito a 12 meses rende, em média, 0,2%. Ou seja, praticamente nada, tal como as contas à ordem. Assim, não há nenhum incentivo para retirar liquidez ao capital e colocá-lo a prazo.

 

As estatísticas do Banco de Portugal comprovam, pois o montante disponível à ordem tem aumentado (era de cerca de 30 mil milhões no início de 2011 e no final de 2017 estava em cerca de 47 mil milhões).

 

A descida das taxas de juro tem afetado também outros produtos, como os Certificados de Aforro que, como estão indexados à Euribor, apresentam taxas de juro nada atrativas. Também nestes se verificou, em 2017, uma queda acentuada das novas subscrições e os resgates triplicaram, como vimos na edição n.º 1024.

 

A questão que se coloca é: o que fazer ao dinheiro que fica à ordem? Em primeiro lugar, é preciso manter uma parte das suas poupanças no que designamos de fundo de emergência em aplicações sem risco e elevada liquidez, nomeadamente, depósitos e Certificados de Aforro.

 

O problema é que estas aplicações têm um rendimento inferior ao da estimativa da inflação para este ano, segundo o Banco de Portugal, que é de 1,5%. Assim, estas poupanças que ficam à ordem vão valer muito menos, em termos reais, dentro de um ano.

 

Dar a volta à inflação com depósitos: seja novo cliente a cada três meses

 

Mas, se optar pelos depósitos, não aplique em qualquer um, pois todos os bancos estão a remunerar abaixo da inflação prevista para este ano (1,5%, segundo as estimativas do Banco de Portugal). Se tivermos em conta que, a maioria das aplicações de poupança rende menos de 1%, é praticamente certo que os capitais aplicados em ativos de elevada liquidez vão desvalorizar em termos reais.

 

Atualmente, para um depósito a um ano, as taxas variam entre 0 e 1,1% líquidas. A melhor taxa é oferecida pelo Banco Invest e exclusiva para novos montantes para um mínimo de 2000 euros.

 

As melhores taxas que encontra no mercado, iguais ou acima da inflação, são destinadas a novos clientes: no Banco Privado Atlântico Europa e Best Bank são remunerados a 1,6% a três meses; no Banco BiG e Banco Carregosa a 1,44% também em depósitos promocionais a 3 meses.

 

Assim, se não fosse cliente de nenhum destes quatro bancos, poderia, durante um ano, passar o dinheiro por cada um destes bancos ao abrir conta em cada um deles sucessivamente à medida que o depósito do anterior vencesse e transferindo para o seguinte, de forma a usufruir da remuneração destas quatro contas promocionais para novos clientes.

 

No final do ano conseguiria uma taxa líquida média de 1,5%, igualando assim a inflação esperada (supondo que as taxas atuais não se alteram). Além disso, nenhum destes bancos cobra comissões de manutenção da conta. Pode não ser uma solução muito prática, mas é a única que conhecemos no âmbito dos depósitos para dar a volta à inflação, para montantes até 40 mil euros. Faça uma gestão ativa dos depósitos e não deixe as poupanças adormecidas.

 

Consulte o nosso comparador de depósitos a prazo e contas poupança.

 

ESTRATÉGIA ANTI-INFLAÇÃO: DEPÓSITOS A 3 MESES PARA NOVOS CLIENTES

Banco

Montante (euros)

TANL (%)

Mínimo

Máximo

Best Bank

2500

40 000

1,6

Banco Atlantico Europa

500

50 000

1,6

Banco BiG

500

50 000

1,44

Banco Carregosa

5000

50 000

1,44

TAEL (%)

1,5

TANL: taxa anual nominal líquida.

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