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Polónia: impulso do mercado interno coloca o país em alta

Data da publicação: 02/10/2017

Entre as grandes economias da União Europeia, nenhuma atingiu o crescimento na Polónia nos últimos anos. No entanto, o país pode fazer ainda mais se o Governo tranquilizar os parceiros e investidores europeus.

Em 2017, a economia polaca progrediu 4% no primeiro semestre e regista um crescimento médio de mais de 3% desde o início da década (contra pouco mais de 1% da zona euro).

 

Este bom desempenho da Polónia assenta sobretudo no mercado interno. O declínio da taxa de desemprego continua (7,1% em julho, contra mais de 10% no início de 2016) e é acompanhada por um bom aumento nos salários (+4,9% em termos homólogos).

 

Essa evolução não é um fenómeno novo, pois o crescimento dos salários reais é uma realidade há vários anos e traduz-se na melhoria do poder de compra das famílias. Ao mesmo tempo, as taxas de juros também estão em baixa e com o crédito barato as famílias não hesitam em consumir.

 

Além disso, a economia tem sido beneficiada pelo governo de Varsóvia com o programa Family 500+. Esta medida oferece às famílias mais desfavorecidas um subsídio mensal de 500 zloti (cerca de 118 euros) por cada criança a partir do segundo filho.

 

Sendo um dos pilares da popularidade do Governo, o programa visa aumentar a natalidade e inverter uma tendência demográfica desfavorável. Mas, tendo em conta que o salário mínimo é de 2000 zloti (472 euros), o subsídio tem um impacto significativo no orçamento de 2,7 milhões de famílias elegíveis.

 

Uma conjuntura favorável

 

Além do dinamismo do mercado interno, há também uma boa conjuntura internacional. A aceleração da atividade económica na zona euro levou a um aumento acentuado das exportações polacas. Esse efeito é potenciado pela subvalorização do zloti contra o euro e pela integração da indústria polaca na cadeia de produção da indústria alemã.

 

Não se pode subestimar a importância das exportações de componentes e produtos semiacabados para a Alemanha. Por isso, apesar da retórica da Polónia em relação à União Europeia, e a Alemanha em particular, a realidade é que o seu dinamismo económico só é possível graças ao país vizinho.

 

Investimento com atraso

 

Diante do forte desempenho do mercado interno e das exportações, seria de esperar um aumento do investimento estrangeiro direto na Polónia. Contudo, a realidade é diferente devido à chegada ao poder do partido "Direito e Justiça". Os investidores estão receosos com a ideia do atual Governo em reduzir a idade da reforma, o que pesará sobre a despesa pública, mas sobretudo com a intervenção do Estado na economia (e no setor bancário em particular). Ou ainda com os avisos da comunidade internacional em relação ao tratamento das minorias e à separação de poderes.

 

Como resultado, 2016 foi mau para o investimento com uma queda de 8%. No entanto, é difícil ignorar uma economia em crescimento no coração da Europa, pelo que o pior foi evitado e o investimento foi retomando gradualmente em 2017. Ainda assim, a desconfiança permanece e seria do interesse da Polónia garantir relações normais com Bruxelas.

 

Se o país é capaz de registar taxas de crescimento de 3-4%, mesmo com a desconfiança dos investidores estrangeiros, imagine-se os resultados de uma entrada massiva de capital europeu ligado a projetos de investimento cofinanciados pela UE.

 

Mercado atrativo para investir

 

A Polónia possui uma economia bastante flexível e de uma dimensão apreciável, mas o país beneficiaria ainda mais se pudesse normalizar as relações com a UE. É nesse cenário que os investidores apostam.

 

A divisa polaca ganhou, desde o início do ano, cerca de 4% contra o euro e o mercado acionista também está em alta. A partir de meados de 2015, a bolsa atravessou um momento desfavorável, mas o mercado recuperou significativamente, assinando assim uma das melhores performances do mundo, em 2017.

 

Tendo entrado nas nossas carteiras em julho de 2016 (perto dos mínimos), a progressão da bolsa de Varsóvia está a corresponder às nossas expectativas.

 

Como o zloti ainda permanece um pouco subavaliado em relação ao euro e tendo em conta as boas perspetivas económicas do país, ainda é interessante dedicar uma pequena parte da carteira às ações polacas. Recomendamos o ETF iShares MSCI Poland.

 

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