Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pela PROTESTE INVESTE. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.
1.º MÊS GRATUITO
Conselhos independentes de investimento

Planos Mutualistas: rendimento a encolher

Data da publicação: 03/10/2017

A cada mês é lançada uma nova série do plano mutualista Capital Certo. A subscrição da 10.ª série decorre até 13 de outubro e o rendimento de cada ano é inferior ao da série anterior. Rende 1% líquido, se mantiver durante os cinco anos. Conte com elevadas penalizações se resgatar antes do prazo

Em subscrição até 13 de outubro

 

O Montepio Capital Certo 2017/2022 é um plano mutualista do Montepio pelo prazo de cinco anos e um dia. O período de inscrição desta série decorre até 13 de outubro. O produto vence a 19 de outubro de 2022. A subscrição é feita através de uma entrega única, com o mínimo de 150 euros e máximo de 500 mil euros, para tal é necessário ser associado do Montepio cujo encargo associativo é de 2 euros por mês acrescido da joia de inscrição de 9 euros.

 

Taxa de imposto mais baixa

 

A fiscalidade é semelhante aos seguros de capitalização, sendo a principal vantagem destes planos. Quem aplique por mais de cinco anos será tributado a 22,4%. Se resgatar antes, é aplicada a taxa normal de 28% sobre o rendimento, tal como noutros produtos de poupança.

 

Penalização por resgate antecipado

 

Pode resgatar o capital acumulado em qualquer altura, mas há uma penalização sobre o rendimento acumulado de até 75% (no segundo ano) ou 40% (no quarto ano). Se resgatar no último ano não sofre perdas.

 

Caso ocorra a morte do associado subscritor, o beneficiário tem direito, à data do falecimento, ao recebimento do capital acumulado existente nessa data (capital entregue e respetivo rendimento mínimo garantido, deduzido de eventuais reembolsos e penalizações).

 

Rende apenas 1%

 

O capital tem um rendimento mínimo anual capitalizado às taxas que constam no quadro a seguir. No quinto ano, apenas terão direito aos 2,25% brutos (TAEL de 1% no final do prazo) os subscritores que mantenham ativo o vínculo associativo à data de vencimento da série e não efetuem qualquer reembolso; caso contrário, será de 1,1% bruto. No final do prazo, ainda acresce a distribuição do valor acumulado no fundo de reserva.

 

Prefira os Certificados do Tesouro

 

Quanto ao rendimento, supondo que mantém o plano até ao fim e o vínculo associativo sem efetuar qualquer resgate, tem garantidos 1% líquidos ao ano. Para o mesmo prazo, os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) garantem 1,6% líquidos.

 

Mas o rendimento dos CTPM poderá ainda ser superior, já que nos últimos dois anos depende do crescimento do PIB. Caso as previsões do FMI para o PIB se verifiquem, os CTPM podem atingir os 2% líquidos ao ano.

 

Do ponto de vista da liquidez, no plano mutualista, pode resgatar em qualquer altura mas com fortes penalizações. Por sua vez, os CTPM não permitem a mobilização no primeiro ano, mas depois pode mobilizar em qualquer altura sem penalizações.

 

Quanto à segurança

 

Os planos mutualistas são uma categoria que não nos deixa tranquilos. Apesar de comercializados aos balcões do Montepio (banco), são produtos da associação mutualista. Estes são tutelados pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, coisa inédita na regulação dos produtos financeiros, sendo claramente insuficiente. Mantenha-se afastado. Prefira os Certificados do Tesouro Poupança Mais!

 

A (in)segurança dos mutualistas

 

Em caso de insolvência, as reservas técnicas, tal como acontece com os seguros de capitalização, são a garantia para os subscritores dos planos mutualistas. Mas tal será suficiente?

 

O presidente da Associação Mutualista diz que sim, mas continuamos a considerar que deveria existir um mecanismo externo de garantia, tal como acontece com os depósitos a prazo. Além disso, as fichas técnicas são evasivas em relação os risco destes produtos, mas referem que estão sob a tutela do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

 

A supervisão a que estão sujeitos os planos mutualistas é claramente insuficiente, como temos vindo a alertar nos últimos anos. Já transmitimos esta preocupação à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, ao Governo e aos grupos parlamentares. Consideramos que a supervisão dos planos mutualistas deveria ser feita por uma entidade autónoma, competente e independente do Governo. Os consumidores de produtos financeiros devem ser protegidos!


Avaliação a pedido

Analisamos o seu produto financeiro

a minha carteira

Teste as suas estratégias de investimento
Criar  

Conteúdo reservado para subscritores X

Vantagens exclusivas

  • Conselhos isentos
  • Avaliação de produtos financeiros
  • Carteiras de ações e de fundos

"Sigo os conselhos da Proteste Investe e, este ano, estou a ter uma rentabilidade de 5% na minha carteira de investimento."