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Conselhos independentes de investimento

Petróleo acima dos 60?

Data da publicação: 04/10/2017

O preço do barril subiu nas últimas semanas para o nível mais alto desde o verão de 2015. Será uma tendência para continuar? É improvável, mas algumas empresas do setor permanecem interessantes.

A agência internacional de energia esperava um maior equilíbrio entre oferta e a procura no segundo semestre. Com efeito, e graças ao dinamismo da economia global, a procura está bem encaminhada nos Estados Unidos e na Europa.

 

Já no segundo trimestre verificou-se um aumento homólogo de 2,4% na procura. A oferta, por seu turno, recuou ligeiramente devido ao acordo alcançado entre a OPEP e alguns outros países (como a Rússia) para congelar a produção nos níveis atuais e que foi prorrogado até março de 2018. Como os signatários parecem estar a cumprir em grande parte com os seus compromissos e o conflito na Líbia pesa sobre a produção, a oferta diminui por parte da OPEP e a nível global.

 

Outros fatores também contribuem para essa tendência. Após anos de declínio do investimento e abandono definitivo de alguns projetos, a capacidade extrativa de alguns países produtores tradicionais está deteriorar-se. Além disso, há fatores menos previsíveis que atualmente afetam os mercados. Por um lado, o furacão Harvey afetou a produção no Golfo do México e, acima de tudo, a capacidade de refinação norte-americana. Por outro lado, a realização de um referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano foi mal recebida na região, nomeadamente, por Ancara. As autoridades turcas ameaçam bloquear o oleoduto que transporta o petróleo curdo para os mercados internacionais, o que pesaria sobre a oferta e impulsiona os preços.

 

Um novo paradigma

 

À primeira vista, a crescente procura de hidrocarbonetos e o subinvestimento no setor, que restringe a oferta tradicional, poderiam deixar antever preços mais elevados no futuro. Em condições normais, uma vez que o investimento necessário para a produção de petróleo é elevado e o tempo necessário para aumentar a capacidade de produção é longo, seria de esperar que a oferta não conseguisse acompanhar a procura.

 

No entanto, o petróleo de xisto e as técnicas desenvolvidas nos Estados Unidos para explorá-lo mudaram o panorama. Agora, a produção implica menos investimento e um aumento da capacidade em apenas algumas semanas. Com o petróleo acima dos 50 dólares por barril, essa exploração já é rentável e tem muita margem para arrancar. Atualmente há 744 plataformas de perfuração ativas, contra um mínimo de 316 em maio de 2016, mas muito longe das 1609 plataformas ativas em outubro de 2014.

 

Se a tecnologia foi desenvolvida principalmente nos Estados Unidos, as reservas de petróleo de xisto são imensas em países como a Rússia, a China e a Argentina e não hesitarão em explorá-las se o preço do barril se mantiver aos níveis atuais. Mais do que nunca, com a flexibilidade para se adaptar às condições do mercado, o petróleo de xisto permite combater os picos nos preços.

 

Finalmente, não esqueçamos o papel desempenhado pelas energias renováveis, cada vez mais competitivas e, portanto, capazes de se afirmar como uma alternativa viável aos hidrocarbonetos.

 

Conselhos

 

A aceleração do crescimento económico global, combinada com o menor investimento em novas capacidades de produção e o congelamento da produção pela OPEP, permitiram que o mercado de petróleo voltasse a um maior equilíbrio entre oferta e procura. Mas agora, nos níveis atuais, a produção de petróleo de xisto dos EUA e energias renováveis tornam-se novamente mais competitivas. Acresce que, terminados os problemas de refinação nos EUA após o furacão Harvey, a produção de petróleo americana aumentará, prejudicando o frágil equilíbrio atual. Não esperamos que o petróleo permaneça acima dos 60 dólares mas, ainda assim, continuamos a recomendar a compra de algumas ações neste setor.

 

– A Chevron colhe os frutos dos grandes investimentos dos últimos anos para conseguir um bom aumento da produção.

 

– A Exxon, cujos resultados um pouco dececionantes no segundo trimestre, não colocam em causa os pontos fortes do grupo: balanço muito sólido, bons dividendos e uma política de investimento prudente.

 

– A Galp Energia tem perspetivas de crescimento favoráveis, sobretudo na produção de petróleo no Brasil.

 

– A Repsol continua a envidar esforços para reduzir as dívidas e solidificar o seu balanço, ao mesmo tempo que confirma seus objetivos de produção e de redução de custos.

 

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