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Medicina estética: um mercado apetecível

Data da publicação: 17/07/2017

O desenvolvimento de métodos menos invasivos está a democratizar os tratamentos médicos de estética. Haverá empresas cotadas a lucrar com este mercado e suficientemente atrativas para investir?

Em 2015, o volume de negócios do setor da medicina estética aumentou 8,2%, a nível mundial. E prevê-se que continue a crescer quase 9% ao ano, em média, até 2020, impulsionado principalmente pela maior procura na Ásia e o sucesso de novas técnicas não-invasivas.

 

Os novos métodos não implicam procedimentos cirúrgicos, como os liftings ou os implantes mamários, que pressupõem sempre alguns riscos: basta recordar o escândalo em França com roturas de implantes mamários defeituosos. Além disso, permitem corrigir muitas imperfeições do corpo a um nível muito fino (quase um Photoshop da vida real). O mercado está dominado por injetáveis como a toxina botulínica (o famoso Botox) ou o ácido hialurónico. Está-se a desenvolver também uma gama de produtos de cosmética médica, no cruzamento entre a cosmética e o tratamento farmacêutico, que estão apenas disponíveis para profissionais de saúde, como os dermatologistas e os médicos de medicina estética.

 

As empresas mais relevantes

Há várias empresas neste mercado de dimensão relativamente modesta que não estão cotadas em bolsa, como o laboratório francês Pierre Fabre. Entre os grupos cotados, dois são particularmente relevantes.

 

– Allergan (manter; Nova Iorque; 245,85 dólares), empresa irlandesa fabricante do conhecido antirrugas Botox, que através de diversas aquisições construiu uma carteira de produtos bem diversificada (médico-estética, dermatologia, oftalmologia, saúde feminina e outros). No final de 2015, a Allergan foi alvo de uma tentativa (falhada) de aquisição pela farmacêutica Pfizer que pretendia impulsionar o seu crescimento (e também por motivos fiscais). Com a venda do seu negócio de genéricos à israelita Teva Pharma, a Allergan obteve os meios financeiros que necessitava para aquisições, das quais dependerá o seu crescimento futuro.

 

– Ipsen (vender; Paris; 116,35 euros) comercializa o Dysport (batizado Azzalure nas indicações estéticas), uma toxina botulínica concorrente do Botox. O grupo está também presente na oncologia, gastrenterologia e endocrinologia. Nos últimos anos, a Ipsen converteu a sua carteira de fármacos de medicina geral (impactados pela concorrência dos genéricos e baixa dos preços) em medicina de especialidade. Contudo, tem alguns pontos fracos. A sua carteira está muito concentrada, com três produtos a representarem 70% das vendas totais do grupo. E tem pouca presença nos EUA, o maior mercado do mundo, onde realiza apenas 11% das suas vendas.

 

Outros intervenientes

– Johnson & Johnson (manter; Nova Iorque; 132,60 dólares) vende materiais e equipamento aos cirurgiões estéticos, mas comercializa igualmente produtos de consumo para o grande público de cuidados da pele (Neutrogena). Em 2008, o grupo adquiriu a Mentor, especialista em implantes mamários. Em 2016, comprou a NeoStrata (dermocosméticos).

 

Nestlé (manter; Zurique; 84 francos suíços), o gigante do setor alimentar procura desenvolver soluções médicas para a saúde da pele. Além de ter recomprado a sua participação na L’Oréal, a Nestlé detém na totalidade o grupo Galderma. Por sua vez, este especialista em dermatologia estética e corretiva, que comercializa o Azzlure da Ipsen (sob licença), adquiriu em 2011 a empresa sueca Q-Med, na altura a segunda maior do setor europeu de medicina estética.

 

L’Oréal (vender; Paris; 184,15 euros) que, apesar de ter vendido a sua participação na Galderma, o grupo francês continua a ser o líder mundial nos produtos de beleza e cosmética para o público e para os profissionais da estética (fora do contexto médico). Beneficia do forte crescimento da tendência dos cuidados antienvelhecimento, inspirada nas técnicas da medicina estética.


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