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Investir na Suécia? Agarre este nobel!

Data da publicação: 09/05/2018

A economia sueca cresceu 2,4% no ano passado e continua dinâmica. No entanto, a Bolsa de Estocolmo não reflete esse desempenho e a coroa sueca está no nível mais baixo em relação ao euro desde a crise de 2009. Aproveite a oportunidade para investir em ativos suecos.

A moeda sueca nunca esteve tão fraca frente ao euro desde a crise global de 2008-2009. Esta situação é explicada pela política monetária do Riksbank. Em (- 0,5%), a taxa sueca é a mais baixa do mundo, apenas atrás da Suíça. Além disso, se a maioria dos bancos centrais começaram ou preparam-se para inverter a política monetária, o Riksbank anunciou que a sua taxa diretora vai ficar estável pelo menos até dezembro.

 

Política monetária: arma económica

 

A ação monetária da Suécia tem um duplo propósito. Oficialmente, é explicada pelas fracas pressões inflacionistas. Em março, a inflação foi de 2% devido ao aumento dos preços do petróleo nos últimos doze meses e está em linha com o objetivo do Riksbank. Mas como a inflação deverá se manter estável nos próximos anos, as autoridades monetárias suecas preferem não mexer na política atual. O motivo mais informal do que oficial é manter a fraqueza da coroa no mercado cambial.

 

A Suécia tem uma economia dinâmica e uma situação financeira saudável, com dívida pública de apenas 40% do PIB. Como resultado, a coroa sueca é frequentemente procurada pelos investidores internacionais que pretendem uma diversificação sólida. Para evitar que essa procura gere uma forte apreciação da moeda, as autoridades monetárias não hesitam em intervir, mantendo uma subvalorização crónica da coroa para aumentar a competitividade do país. A subvalorização permitiu que as empresas suecas aproveitassem plenamente a forte procura global e as vendas ao exterior impulsionaram a atividade económica.

 

Bolha no imobiliário

 

A política de taxa de juro negativa não tem apenas vantagens. Os estímulos monetários também contribuíram, além de impulsionar o consumo das famílias, para criar um boom imobiliário nos últimos anos. O acesso fácil ao financiamento barato fez disparar os preços das habitações. O aumento anual superou 15% no final de 2016 e rondava os 10% no início de 2017, sinais claros de formação de uma bolha.

 

Para travar esta preocupante tendência as autoridades suecas foram forçadas a intervir. As medidas passaram por apertar as regras de concessão de crédito e, desde o outono passado, o mercado imobiliário arrefeceu um pouco. Ainda assim, o Riksbank tem de agir com muita prudência.

 

Após anos de euforia e de aumento do endividamento, as famílias suecas tornaram-se muito sensíveis às flutuações nos preços dos imóveis e aos juros. O banco central tem, portanto, de estabilizar o mercado imobiliário sem provocar uma queda dos preços nem aumentar significativamente o custo do dinheiro. Um equilíbrio que não será fácil de alcançar na perfeição.

 

Suécia e coroa no bom caminho

 

Apesar da desaceleração no mercado imobiliário, as perspetivas continuam boas para a Suécia. As exportações beneficiam da conjuntura internacional e a evolução favorável do mercado de trabalho suporta o consumo das famílias. Para atender à maior procura, as empresas aumentarão os investimentos. Por fim, espera-se que a política fiscal seja mais expansionista, particularmente com medidas para apoiar o rendimento das famílias. O PIB deverá crescer 2,5% em 2018, antes de desacelerar para cerca de 2% nos anos seguintes.

 

Do lado cambial, a perspetiva para os próximos meses também é favorável. A atual política monetária, que mantém a fraqueza da coroa, é cada vez mais criticada pelo seu impacto negativo no poder de compra dos suecos, que pagam um preço anormalmente elevado pelos produtos importados. Se a política de desvalorização da coroa foi bem aceite em tempos de crise é mais difícil de justificar perante a boa situação económica. Mesmo o Riksbank considera que a subvalorização da coroa é excessiva e antecipa uma recuperação no final do ano e uma lenta apreciação nos próximos anos.

 

Oportunidade para aproveitar

 

Em termos práticos, a situação atual é uma oportunidade de investimento. Com uma coroa subvalorizada em 25% face ao euro, as ações suecas estão bastante atrativas. Recomendamos a compra do ETF iShares MSCI Sweden, o qual pesa 10% da carteira base de fundos. A título de diversificação também pode incluir obrigações em coroas suecas na carteira. O fundo Nordea Swedish Bond sairá beneficiado quando a divisa sueca recuperar face ao euro. Atualmente, dedicamos-lhe 5% na estratégia base.

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