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Portugal cresce, Itália estagna e Alemanha recua

Há 8 meses - quinta-feira, 15 de novembro de 2018
A Alemanha deverá recuperar nos próximos trimestres, mas é inevitável uma tendência para a desaceleração da economia da zona euro.

Pela primeira vez desde 2015, a economia germânica entrou em contração: -0,2% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Uma evolução que terá sido provocada pela queda da atividade no setor industrial. Com efeito, os construtores automóveis alemães estão com dificuldades em adaptar-se às novas normas ambientais, o que penalizou a produção do setor. Acresce ainda a desaceleração em alguns mercados emergentes, incluindo grandes clientes do Made in Germany.

Com a Alemanha a recuar e a economia italiana estagnada, a desaceleração na zona euro é inevitável. Uma primeira estimativa do Eurostat aponta para um crescimento trimestral de 0,2% (0,4% no segundo trimestre) e de 1,7% em termos homólogos (2,2% anteriormente).

Portugal terá ficado ligeiramente acima da média da zona euro com o PIB trimestral a aumentar 0,3% (0,6% no trimestre anterior). Houve um crescimento mais elevado do consumo e do investimento, mas o contributo do comércio externo passou a ser negativo, refletindo uma diminuição das exportações mais intensa que a das importações.

No global, mesmo que os problemas dos construtores alemães devam ser resolvidos, é inevitável uma tendência para a desaceleração da economia da zona euro.

 

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