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Dia Mundial da Poupança: como (não) poupam os portugueses

Há um ano - terça-feira, 17 de outubro de 2017
No dia 31 comemora-se o Dia Mundial da Poupança, mas o aforro dos portugueses está em mínimos. Os lusitanos continuam a ser muito conservadores nas suas estratégias de investimento. É necessário assumir algum risco e afetar parte das poupanças no investimento a longo prazo, para se conseguir algum resultado.

Apesar da retoma financeira que tanto se fala, o nível de poupança dos portugueses tem vindo a decrescer. Na viragem do milénio, a taxa de poupança superava os 10%. Atualmente, está pouco acima de 4% do rendimento disponível e é uma das mais baixas da União Europeia.

 

Outro dado curioso é quando verificamos que a taxa de poupança tende em aumentar quando se atravessa momentos de maior crise. Em 2009 e 2010, esteve novamente acima dos 10%. Contudo, não se poderá afirmar com toda a firmeza que os portugueses pouparam efetivamente mais nesses períodos.

 

A razão poderá prender-se pelo facto de se continuar a descurar a poupança em relação ao consumismo. Os portugueses estão mais gastadores e menos poupados?

 

O atual momento económico poderá ser positivo mas é preciso ter cuidado e estar precavido para uma possível conjuntura negativa que, a longo prazo, não acautela as necessidades criadas pelo aumento da esperança de vida e a redução expectável do valor das reformas pagas pelo sistema público.

 

Outra razão pode passar pelo facto de os portugueses não se considerarem investidores, talvez, por terem a ideia preconcebida de que um investidor é apenas aquele que aplica em bolsa. É uma perceção errada. Mesmo as aplicações, como os depósitos ou os Certificados de Aforro, são formas de investimento. Um euro poupado é um euro investido. No limite, se esse euro ficar numa gaveta, é como se fosse um investimento que rende 0%. É preciso assumir riscos, por muito baixos que sejam, só assim poderá conseguir alguma rentabilidade.

 

Saiba mais, aqui.

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