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Mercados em destaque: Suíça e Estados Unidos

Há 12 dias - terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Economia helvética regista queda. Nos EUA, os investidores esperam que a Fed pare a subida dos juros.

Economia suíça contrai

Depois de um excelente primeiro semestre, com um crescimento médio de 3,2%, a economia helvética dececionou no terceiro trimestre. Devido a uma contração trimestral de 0,2%, o crescimento homólogo do PIB caiu para 2,4%. As razões para essa diminuição da atividade são fáceis de identificar.

Dada a importância do seu comércio externo, a Suíça é muito sensível às ameaças ao comércio. Ao mesmo tempo, a Alemanha, o principal parceiro comercial, está em contração e a China (outro grande parceiro) está a desacelerar. Contudo, a turbulência poderá ser de curta duração. Os números para outubro mostram uma forte recuperação nas exportações. E com as taxas de juro diretoras e da dívida soberana ainda negativas, a política monetária continua expansionista.

A Suíça continua a ser, a nível global, uma das economias mais competitivas. A médio prazo, a bolsa de Zurique poderá vir a ser uma opção interessante para diversificar.

Fed perto de parar?

O discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos foi pretexto para uma série de teorias e causou euforia nos investidores. Powell afirmou que as taxas de juro norte-americanas estavam apenas ligeiramente abaixo do nível “neutro”, isto é, aquele em que as taxas de juros não estimulam nem travam a economia.

Alguns queriam ouvir que a Fed está prestes a terminar o ciclo de aumentos. Outros, que está a cumprir os desejos de Donald Trump, pois o presidente acusou a Fed de estar a ir longe de mais nas subidas. Ambas as interpretações são questionáveis. É certo que, nestes tempos de incerteza, é difícil saber até onde irá a Fed na normalização das taxas. Mas a economia dos EUA está a crescer acima do seu potencial e mesmo que desacelere gradualmente, uma política monetária ligeiramente restritiva nos próximos trimestres não seria extraordinária.

Assim, esperamos um novo aumento das taxas em dezembro. O rumo da política monetária, de 2019 em diante, dependerá da evolução dos indicadores, mas o mais provável é que as taxas americanas continuem a subir no próximo ano.

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