Dossiê
Tudo sobre fundos de investimento

Aplique as poupanças nos mercados mundiais, com pequenos montantes e de forma diversificada, através de fundos.

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    Custos associados aos fundos Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
    As remunerações cobradas pelos serviços da sociedade gestora e pelo depositário, bem como os demais custos, devem constar, expressamente, dos prospetos completo e a IFI do fundo. Há que distinguir entre as despesas deduzidas ao próprio fundo e as que são pagas diretamente pelo subscritor.

    São deduzidas ao fundo a comissão de gestão e a comissão de depósito. Os prospetos dos fundos têm de mencionar o valor da taxa de encargos correntes (também conhecida por TER em inglês).

    Apesar de serem deduzidos automaticamente ao fundo, estes custos influenciam o rendimento do investidor. Se dois fundos tiverem um rendimento anual de 7%, mas um cobrar 1% ao ano e o outro 2%, este último terá menos dinheiro para dar ao subscritor.

    O participante tem de pagar diretamente a comissão de subscrição e a comissão de resgate. Em alguns fundos, as comissões de resgate dependem do tempo que o participante manteve as UP em seu poder. A estrutura da comissão de resgate poderá ser do tipo: 2% até 15 dias; 1% até 30 dias; 0,5% até 365 dias; 0% para mais de 365 dias. O montante cobrado pode anular o interesse da aplicação. Por exemplo, se quiser recuperar o dinheiro ao fim de três ou quatro dias, nalguns fundos poderá não ganhar nada, noutros até poderá receber menos do que o montante investido.

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    Segurança, rendimento e risco dos fundos Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

    Sem garantias

    Os fundos de investimento não garantem uma determinada rentabilidade e estão sujeitos à conhecida regra financeira: quanto maior a rentabilidade potencial, maior o risco. O risco consiste na possibilidade de não reaver a totalidade do dinheiro investido devido à oscilação do valor dos títulos que compõem o fundo.

    Como nem todos os fundos têm a mesma composição, nem todos correm os mesmos riscos. Uns apostam na rentabilidade e, por isso, correm um risco maior. É o caso dos fundos de ações de mercados emergentes. No outro extremo, os fundos curto prazo euro apostam em ativos teoricamente mais seguros e, por isso, o rendimento a esperar é mais reduzido.

    Também pode acontecer que o fundo seja mal gerido e perca parte do seu valor. Trata-se de um outro tipo de risco, diretamente relacionado com a competência da sociedade que gere o fundo. Uma das formas utilizadas para contornar este problema é comparar o histórico dos fundos com a evolução do mercado onde investem. Em princípio, as gestoras e os fundos com um bom comportamento no passado oferecem mais garantias para o desempenho futuro.

    Mais-valias e rendimentos

    Quando a política de investimento se revela acertada, o fundo aumenta o seu valor, o que se traduz por uma subida equivalente da cotação das unidades de participação. Se o subscritor decidir resgatar as unidades obtém uma mais-valia, ou seja, um ganho que corresponde (se não houver custos) à diferença entre o preço da venda e o preço no momento da subscrição. No entanto, onde há subidas também pode haver descidas: em períodos de "vacas magras", os títulos (ações, obrigações) em que os fundos apostaram podem perder parte do seu valor, o que se traduz por uma diminuição do valor das unidades de participação.

    Este processo de capitalização dos ganhos (perdas) e a possibilidade de mais-valias é o mais habitual, mas os fundos de investimento podem distribuir rendimentos ao longo do tempo. Esses montantes são retirados do património do fundo pelo que fazem diminuir o seu valor. Para o investidor, o rendimento total de um fundo será a combinação dos valores recebidos (rendimentos distribuídos) ao longo do ano e da subida/queda do valor da unidade de participação.

    Seletividade e diversificação

    Uma forma de obter um bom rendimento para as suas poupanças, mantendo o risco a um nível aceitável, passa por constituir uma carteira de fundos. A repartição da carteira pelos diferentes tipos de fundos dependerá do tempo que o dinheiro possa permanecer aplicado (ou seja, do horizonte temporal do investimento). Quanto mais dilatado for esse prazo, mais fundos de ações poderá manter na carteira.

    Os investidores de perfil mais agressivo optarão, certamente, por fundos de ações. Os mais conservadores ou os que desejem obter rendimentos periódicos preferirão os fundos de obrigações. Outra possibilidade é confiar o seu dinheiro às decisões da sociedade gestora, para que esta o aplique num fundo multiativos (ações e obrigações). É uma solução interessante para os pequenos investidores, mas não é permite que escolha a repartição da percentagem de ações e obrigações nem optar pelos mercados potencialmente mais interessantes.

    Qualquer que seja a abordagem, a esmagadora maioria dos fundos só deve ser uma opção de investimento se estiver preparado para esperar, no mínimo, cinco anos antes de resgatar.

     

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    O que são fundos? Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

     

    Um organismo de investimento coletivo, habitualmente designado por fundo de investimento, é uma imensa carteira detida por inúmeros investidores que aplicam em comum o seu dinheiro em ações, obrigações, depósitos, etc. O conjunto do seu património é gerido por uma equipa de especialistas, a sociedade gestora, que pertence quase sempre a uma instituição financeira.

    Cada investidor torna-se numa espécie de coproprietário de uma parte da carteira total do fundo. Esta carteira é normalmente composta por ações e/ou obrigações, mas uma parcela pode também estar aplicada noutros produtos, como os depósitos bancários.

    A sociedade gestora do fundo tem de respeitar a estratégia de investimento, tal como está definida no prospeto. Se este prevê que a sociedade gestora apenas pode aplicar em ações portuguesas, é interdita a possibilidade de apostar em ações de outros países ou obrigações.
     

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    Subscrição e resgate de fundos Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

    Como subscrever?


    Para aplicar em fundos de investimento só precisa ter conta no banco onde é vendido. O montante mínimo é um dos principais trunfos pois está ao alcance de quase todas as bolsas: bastam poucas centenas de euros (ou até menos) para comprar unidades de participação da maioria dos fundos.

    Algumas sociedades gestoras estabelecem, não um montante, mas um número mínimo de unidades de participação a subscrever. Nesse caso, para saber quanto será necessário aplicar, basta multiplicar o preço de aquisição pelo número de unidades. Os montantes exigidos para os reforços são, regra geral, inferiores aos da subscrição inicial.

    Como resgatar?


    Outra vantagem dos fundos abertos é a facilidade de reembolso. Tal como a subscrição, o pedido de resgate pode ser no banco onde o fundo foi subscrito, através do serviço telefónico ou da Internet.

    Todos os fundos abertos possuem uma liquidez elevada, mas raramente é possível dispor do dinheiro no próprio dia em que se pretende fazer o resgate. O prazo para recuperar o dinheiro consta da documentação do fundo e varia, em regra, entre um e dez dias, após a data de pedido do resgate.

    Nem sempre é possível conhecer o valor exato que se irá receber. Na maioria dos casos, o dia considerado para o cálculo do valor patrimonial para reembolso é o dia útil seguinte ao do pedido de resgate. Pode usar como aproximação, o último valor divulgado da unidade de participação.

    Os fundos também não possuem uma duração preestabelecida. Dessa forma, quem fixa o prazo da aplicação é o próprio investidor. Ou seja, a duração do investimento será o tempo que decorre entre a ordem de subscrição e a de resgate. No entanto, um número reduzido de fundos são construídos com prazos fixos ou podem ocorrer liquidações ou fusões.

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