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Rui Ribeiro

Analista financeiro

Semana em bolsa: BCE e FMI não trazem novidades

Há 2 meses - segunda-feira, 15 de abril de 2019
Rui Ribeiro

Analista financeiro

Foi uma semana relativamente calma. Destaque para a manutenção da política monetária, por parte do BCE, e para revisão em baixa do crescimento económico, por parte do FMI.

A semana passada fechou sem uma tendência claramente definida nas principais bolsas mundiais. Assim, o índice americano S&P 500 ganhou 0,5%, enquanto o Stoxx Europe 50 desvalorizou 0,5%. 

Na ausência de grandes novidades a nível empresarial, os investidores permaneceram concentrados na evolução da conjuntura económica. 

Os comentários complacentes do presidente do Banco Central Europeu (BCE) em relação à política monetária foram bem recebidos pelo mercado. De facto, o principal objetivo do BCE continua a ser estimular a economia da zona do euro. 

Numa outra vertente, enquanto as negociações entre a China e os Estados Unidos progridem, o presidente Trump está cada vez a alimentar mais as tensões comerciais com a Europa, ameaçando impor novas tarifas.

A revisão em baixa das previsões de crescimento por parte do Fundo Monetário Internacional não surpreendeu mas reacendeu incertezas sobre a saúde da economia mundial.

Lisboa em destaque

Numa semana de indefinição nas bolsas mundiais, a praça nacional liderou as subidas, com uma valorização de 1,3%. De facto, o índice PSI-20 fechou no valor mais alto desde setembro do ano passado, tendo elevado os ganhos acumulados desde o início de 2019 para 14,4%.

Ainda assim, com exceção da Impresa, que liderou as perdas com uma queda de 12,4%, as variações das ações nacionais foram pouco significativas.

Pela positiva, destaque para as subidas de 3,6% dos CTT, a recuperar das quedas recentes, e da Galp Energia que, esta segunda-feira, anunciou uma subida de 8% da produção no primeiro trimestre deste ano e que beneficiou da subida do preço do petróleo, que está novamente acima dos 70 dólares por barril.

Em alta esteve igualmente o setor nacional da distribuição, com a Jerónimo Martins e a Sonae a valorizarem 2,9 e 2,2%, respetivamente, embora sem notícias específicas que o justifiquem e apesar das recentes revisões em baixa do crescimento previsto para a economia nacional.

Uber estuda introdução em bolsa

O anúncio do adiamento do Brexit até 31 de outubro contribuiu para uma valorização de 2,6% das companhias aéreas europeias, pois um Brexit duro poderia ter consequências negativas nestas empresas.

Notas finais para a queda de 1,8% da francesa Engie, que foi alvo de uma descida de recomendação por parte de um banco de investimento, e para a Uber, líder mundial no mercado de veículos com motorista, que anunciou estar a estudar a sua introdução em bolsa no próximo mês de maio. Voltaremos ao assunto quando houver novidades.

semana em bolsa 15042019

 

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