Notícias

Breves: BNP Paribas, Deutsche Post, Exxon Mobil, Orange

Há 9 dias - quarta-feira, 13 de março de 2019
Ações em destaque esta semana.

BNP Paribas

A filial belga do BNP Paribas, o BNP Paribas Fortis, pretende acelerar o encerramento de sucursais na Bélgica. Nada surpreendente para este banco que sofre de um duplo handicap. Por um lado, as suas receitas não progridem de maneira regular. As baixas taxas de juro estão a pesar nas atividades de crédito, enquanto as atividades que geram comissões sofrem de forte concorrência no mercado. As receitas caíram 1,5% no ano (-0,6% em 2017). Por outro lado, os custos continuam a aumentar. Face a 2017 registou-se um incremento de 2,1%.

O BNP Paribas procura reorganizar-se mais rapidamente com o seu "Plano de Transformação 2020", reorientando a banca de retalho para a banca eletrónica, para não sofrer uma nova quebra.

Deutsche Post

Resultados anuais globalmente alinhados com as nossas estimativas. O lucro operacional da Deutsche Post, com uma queda de 15% em relação a 2017, foi penalizado pelo plano de reestruturação. Com essa reorganização agora completa, o grupo está a concentrar-se no crescimento dos resultados. Para este ano, prevê um lucro operacional entre 3,9 e 4,3 mil milhões de euros, contra 3,2 mil milhões verificados em 2018.

A empresa de serviços postais alemã também confirmou a sua previsão de lucro operacional acima de 5 mil milhões de euros para 2020. 

Exxon Mobil

A Exxon comunicou ao mercado as perspetivas de investimentos para os próximos anos. A petrolífera irá dar principal foco no desenvolvimento do petróleo de xisto nos Estados Unidos. Do lado dos lucros, o grupo aumentou as suas estimativas de crescimento e está a contar com a duplicação dos indicadores de rentabilidade. Um programa, sem dúvida, muito ambicioso que não deixa de levantar alguns dúvidas. 

Orange

Os resultados anuais publicados pela Orange não foram nada entusiasmantes. E a perspetivas de crescimento para este ano também dececionaram. O lucro operacional aumentou apenas 2,7% em 2018. O clima competitivo em França, mercado que representa 44% das vendas, é difícil: o antagonismo entre os líderes dos quatro operadores e a falta de vontade política não são propícios para a reconciliação, que se traduziria em poupança, nos próximos anos. 

Os elevados preços que os operadores tiveram de suportar para a atribuição de frequências 5G em Espanha e, especialmente, em Itália, não são um bom sinal para os próximos leilões no resto da Europa. Neste contexto, o grupo disse que o dividendo, um dos únicos atrativos do título (rendimento bruto de 5,2% à cotação atual), não deve aumentar nos próximos dois anos. 

 

Partilhe este artigo