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Rui Ribeiro

Analista financeiro

Semana em bolsa: pausa no rally de janeiro

Há 5 dias - segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Rui Ribeiro

Analista financeiro

Depois de um bom rally em janeiro, as bolsas fizeram uma pausa nas subidas. Algumas ainda registaram ganhos muito ligeiros na semana passada, mas as praças da zona euro fecharam em queda, penalizadas pela divulgação de alguns maus resultados e perspetivas dececionantes.

Segunda semana de quedas em Lisboa

Depois de um início de ano muito bom, a bolsa nacional registou a segunda semana consecutiva de perdas, embora ligeiras. Assim, após o recuo de 0,5% da semana passada, a praça lisboeta reduziu os ganhos acumulados desde o início do ano para 8,2%.

A penalizar o PSI-20 estiveram algumas das empresas com maior peso no índice, como são os casos da NOS (-2,8%), da Sonae (-2,3%), da Navigator (-2,2%), da Galp (-2%) e do BCP (-1,2%). No caso da petrolífera, já esta segunda-feira, a empresa divulgou uma subida de 24% dos lucros totais de 2018, um valor um pouco inferior ao esperado, mas anunciou um aumento de 14,5% do dividendo.

Ao invés, a Impresa (+16,5%) voltou a destacar-se pela positiva e a liderar os ganhos, a beneficiar da recuperação das audiências da SIC. Desde o início do ano, o título já subiu uns impressionantes 61,3%. Realce ainda para a Jerónimo Martins, que ganhou 5,6%, e para a Sonae Capital, que subiu 2,4%, depois de anunciar o reforço da sua presença no setor hoteleiro.

Bolsas da zona euro em queda

As bolsas fecharam sem uma tendência definida na semana passada, com as praças da zona euro e a bolsa de Tóquio a registarem perdas, ao contrário do fecho ligeiramente positivo dos restantes mercados acionistas. De facto, apesar do registo positivo, o principal índice da bolsa de Nova Iorque, o S&P 500, e o Stoxx Europe 50 tiveram ganhos muito ligeiros de 0,1 e 0,2%, respetivamente. Por sua vez, o índice tecnológico Nasdaq ganhou 0,4%. Pela negativa, destaque para a queda significativa de 2,5% da bolsa de Frankfurt.

Após a boa recuperação do mês de janeiro, os investidores parecem estar agora mais reticentes e a aguardar a divulgação de indicadores que lhes permitam reforçar a confiança para os próximos meses. Contudo, por enquanto, vão pairando no ar algumas nuvens negras sobre a evolução da economia mundial: queda das encomendas à indústria alemã, recessão em Itália...

Do lado microeconómico, os resultados das empresas foram animando as sessões bolsistas durante a semana, embora algumas empresas tenham apresentado resultados fracos ou perspetivas dececionantes, o que penalizou os mercados acionistas no final da semana. Foram os casos da Publicis (-12,9%; publicidade), da TUI (-20,4%; turismo) e da FCA (-13,8%; automóvel), entre outras.

Setor automóvel continua sob pressão

O setor automóvel (-3,2%) continua a ser bastante pressionado, depois dos resultados pouco entusiasmantes da Daimler (-8,2%) e das perspetivas muito dececionantes da FCA. O setor está a ser penalizado também pela ciclicidade da sua atividade, numa altura em que a conjuntura económica está claramente a deteriorar-se, embora não haja razões para alarmismos.

Semana em números 

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