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A semana em bolsa: boa recuperação Há 6 meses - segunda-feira, 12 de março de 2018
As bolsas recuperaram bem das fortes quedas da semana anterior graças à esperança de que possa ser evitada uma guerra comercial e à divulgação de bons indicadores económicos e resultados empresarias.

Resultados empresariais centram as atenções

A bolsa de Lisboa acompanhou a tendência de recuperação das suas congéneres mundiais e subiu 1,1% na semana passada. Desde o início do ano, o índice PSI-20 acumula agora um ligeiro ganho de 0,7%.

 

A semana votou a ser marcada pela apresentação dos resultados anuais, que foram mistos. Os CTT (-4,2%) registaram uma queda esperada dos lucros de 56% mas confirmaram a distribuição do dividendo de 0,38 euros.

 

Nos media, os resultados foram díspares. A Cofina (+8,1%) liderou os ganhos ao anunciar uma subida dos lucros (+17%) superior ao esperado. Por sua vez, a Impresa (-2,8%) desiludiu ao divulgar elevados prejuízos devido ao registo de imparidades na venda das revistas.

 

No setor da pasta de papel, a Altri (+6,9%) obteve uma subida dos lucros de 25% graças à força do preço da pasta. Ainda assim, os resultados ficaram um pouco aquém das nossas previsões devido a uma maior carga fiscal.

 

Já esta segunda-feira, a NOS (+5,8%) anunciou uma subida de 37% dos lucros em 2017, em linha com as previsões mas surpreendeu positivamente ao anunciar um aumento de 50% do dividendo, para 0,30 euros brutos por ação.

 

Alívio das tensões comerciais estimula bolsas

Os mercados acionistas regressaram aos ganhos na semana passada, já que parece haver a esperança de que se consiga evitar uma guerra comercial provocada pela decisão dos Estados Unidos de taxar as importações de aço e alumínio. Além disso, a divulgação de bons números no mercado de trabalho norte-americano estimulou os índices, com os investidores a mostrarem menor aversão ao risco. Assim, o S&P 500 e o Nasdaq subiram 4,2 e 3,5%, respetivamente.

 

Por sua vez, o presidente do BCE, mostrou-se menos taxativo no discurso, mas confirmou que manterá a atual política monetária de baixas taxas de juro. Assim, o Stoxx Europe 50 valorizou 2,6% na semana, beneficiando também do anúncio de bons resultados empresariais.

 

Em Itália, a bolsa de Milão ganhou 3,8%, apesar do resultado das eleições ter ditado que os partidos políticos vão ter de se entender para formar governo. Contudo, é pouco provável que dessa negociação resulte uma alteração radical da política económica.

 

Setor automóvel recupera

O setor automóvel europeu aproveitou a descida da perceção do risco protecionista para recuperar 2%. A Renault (+7,2%) destacou-se após rumores de uma possível fusão com a sua subsidiária Nissan. Após um bom ano de 2017, a BMW (+1,2%) aumentou o dividendo para 4 euros por ação. Mantemos o conselho de compra.

 

A nível individual, realce para a Engie (comprar), que subiu 7,4% graças aos avanços no seu plano de recuperação 2016-2018 e ao anúncio de um dividendo de 0,75 euros por ação referente a 2018, uma boa surpresa.

 

Por fim, a AB InBev (+5,1%) beneficiou do interesse de uma cervejeira chinesa nos ativos belgas da Heineken.

 
Bolsas
Lisboa
+1,1%
Nasdaq
+4,2%
Frankfurt
+3,6%
Nova Iorque
+3,5%
Londres
+2,2%
Paris
+2,7%
Madrid
+1,6%
Tóquio
+1,4%
Milão
+3,8%
Zurique
+3,5%
Ações
Cofina
+8,1%
BCP
-7,3%
Altri
+6,9%
Sonae Capital
-5,8%
NOS
+5,8%
Novabase
-5,4%
Semapa
+5,1%
CTT
-4,2%
Navigator
+4,8%
Impresa
-2,8%
Variação das cotações entre 02/03 e 09/03, em moeda local
Maiores subidas/descidas dos títulos nacionais seguidos na PROTESTE INVESTE

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