A Teixeira Duarte falhou o seu objetivo de receitas: o volume de negócios ficou quase 200 milhões abaixo dos 1600 milhões de euros previstos para 2015. A redução na atividade foi maior no segmento da Energia (explicada pela alienação de ativos), Automóvel (crise em Angola) e na Construção. Neste último caso, Portugal voltou a ser o mercado com maior peso (graças à obra no Túnel do Marão), o que permitiu um aumento das margens no 4º trimestre. Ainda assim, a margem EBITDA de 2015 no segmento (5,6%) foi pouco mais de metade do valor registado em 2014 (10,8%), denotando a fraqueza do negócio core do grupo.
Os encargos financeiros líquidos reduziram-se 22,5%, uma melhoria substancial explicada sobretudo por variações cambiais favoráveis e alienações de ativos não – cotados no 4º trimestre. O desempenho financeiro foi assim melhor do que esperávamos, pelo que apesar de cair para menos de metade face a 2014, o resultado líquido total atribuível ao grupo de 0,08 euros por ação foi ainda assim superior às nossas estimativas.
Para o futuro, o aumento da carteira de encomendas na Argélia será benéfico, mas esperamos que 2016 continue a ser um ano difícil. Mantemos a estimativa de 0,03 euros por ação em 2016, e esperamos 0,04 em 2017. Se detém em carteira, mantenha.
Cotação à data da análise: 0,27 euros