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Economia mundial em crescimento

Data da publicação: 06/02/2018

Este ano e 2019 deverão ser marcados por um crescimento económico acima do potencial. No entanto, o tempo não é de euforia. O fim do presente ciclo de crescimento não está para breve, mas duvidamos que o elevado ritmo atual possa manter-se por muito tempo.

Após anos de recuperação hesitante, os últimos trimestres mostram uma economia global mais próxima dos níveis de crescimento anteriores à crise. A zona euro e os Estados Unidos tiveram um excelente 2017 e até a China acelerou. Um regresso à normalidade? Pouco provável. O período atual de forte crescimento é fruto de condições extraordinárias.

 

Em primeiro lugar, ao nível da política monetária. Embora a recuperação económica se tenha iniciado há anos, os principais bancos centrais mantêm políticas monetárias expansionistas. Mesmo a Reserva Federal americana avança com muita lentidão na retirada dos estímulos.

 

Em segundo lugar, a superabundância de crédito barato levou ao crescente endividamento. Nos Estados Unidos, a taxa de poupança continua a diminuir e o crédito ao consumidor está a aumentar. Na China, a dívida galopante dos últimos anos é o principal risco. Na Europa, a dívida afeta sobretudo as contas públicas. Apesar dos progressos, a consolidação orçamental tem sido lenta.

 

Fatores de incerteza

 

Os investidores depositam igualmente muita fé na reforma fiscal norte-americana. É certo que as grandes empresas e as bolsas beneficiarão, mas as vantagens para as famílias, cujo consumo representa 70% do PIB, são menos claras. Mais preocupante é que o estímulo fiscal imediato provocará uma deterioração das contas públicas no futuro. Sobretudo porque este impulso surge num momento em que a economia dos EUA já está acima da velocidade de cruzeiro. Este tipo de reforma fiscal pró-cíclica é, por isso, inadequado pois retira margem de manobra ao governo federal para enfrentar a próxima crise.

 

Há ainda vários riscos políticos. Por um lado, o ressurgimento do populismo põe em causa a globalização e o livre comércio, pilares do crescimento atual. A disposição de Washington e Deli para reverter acordos comerciais ou de Londres para deixar o mercado comum são apenas os exemplos mais visíveis. Em segundo lugar, têm aumentado as tensões entre as potências regionais no Médio Oriente e em torno da Coreia do Norte.

 

Os aforradores estão novamente a fugir dos Certificados de Aforro, à semelhança do que se verificou até 2012, como se pode ver no gráfico ao lado. Nessa altura foram as sucessivas alterações na formula de cálculo da taxa base, que prejudicaram o rendimento. Nos anos mais recentes, a perda de interesse prende-se com a descida da Euribor para valores negativos.

 

Apesar das dúvidas, não se deve subestimar a boa forma da economia global nem recear uma crise súbita. A progressão favorável dos mercados de trabalho (menos desemprego) está a potenciar um aumento dos salários que, por seu turno, continuarão a impulsionar a procura interna e o investimento necessário para a satisfazer. Portanto, se é inevitável que as condições atuais irão mudar e que a economia global dificilmente beneficiará de um cenário tão favorável no futuro, é de esperar um retorno a taxas de crescimento próximas do potencial mas não uma crise acentuada. A outra boa notícia é que a conjuntura atual oferece uma boa oportunidade para realizar reformas que seriam difíceis num ambiente menos favorável. Reformas que são de vital importância porque aumentarão o potencial de crescimento das economias.

 

Uma oportunidade para aproveitar

 

Este é particularmente o caso da Europa, onde o motor franco-alemão aguarda a confirmação de um novo mandato de Angela Merkel para avançar com novas ideias para a União Europeia. No entanto, um bom acordo pós-Brexit seria uma boa notícia para a Europa como um todo. Nas nossas estratégias incluímos fundos de ações suecas, britânicas e polacas. Também os fundos dedicados à Europa e à zona euro são uma opção interessante para aplicar no velho continente.

A conjuntura atual também é benéfica para os países emergentes, mas alguns estão mais bem posicionados. É o caso daqueles onde as reformas têm avançado, como a Indonésia. Ou que estão a aproveitar a oportunidade para fazer a transição do modelo de crescimento, como a China. Recomendamos fundos dedicados às bolsas destes dois países, mas também a África do Sul revela um bom potencial. A mudança política, que se avizinha, poderá dar um novo impulso à economia, a qual está muito longe de atingir o seu vasto potencial.

 

Ao mesmo tempo, de momento, preferimos não recomendar países mais atrasados nas reformas ou onde a intervenção do poder político na economia tem sido prejudicial como a Índia e a Rússia.

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