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Conselhos independentes de investimento

Donald Trump e o Facebook de Mark Zuckerberg na análise mensal

Data da publicação: 12/04/2018

A política comercial do Presidente Donald Trump e o escândalo no Facebook atingiram as bolsas e provocaram desvalorizações nos fundos. A análise mensal da PROTESTE INVESTE.

A economia mundial continua a crescer a um bom ritmo e o nível global dos juros permanece bastante baixo. Porém, após atingirem máximos no início do ano, os mercados têm vindo a perder terreno. Culpados?

 

Há dois fatores de turbulência apontados como responsáveis pelo mau momento das bolsas: Trump e Facebook.

 

Seguindo as promessas eleitorais, o Presidente Trump está a implementar uma agenda protecionista. Considera que os parceiros comerciais dos EUA têm mais a perder e as medidas encaixam bem em ano eleitoral, mas é um jogo perigoso. Ainda assim, não há motivos para acreditar numa guerra comercial generalizada em que todos perderiam.

 

Além de Trump, os problemas do Facebook lançaram a desconfiança sobre boa parte do setor tecnológico. Tal como os bancos norte-americanos antes da crise, as tecnológicas têm defendido a “auto-regulação”, mas a sua incapacidade irá obrigar à intervenção das autoridades. Um forte revés para um setor que beneficia de grande margem de manobra para gerar receita. É mau para os seus acionistas, mas para a globalidade da economia é essencial que não sejam monopolistas (o Facebook já comprou o Instagram e o WhatsApp) e que os utilizadores detenham mais controlo sobre os seus dados.

 

Outras empresas emblemáticas, como a Tesla e a Amazon, também estão sob pressão. A primeira começa, finalmente, a preocupar os acionistas pois só “queima” dinheiro e falha sempre as suas metas. A segunda está a ser alvo da ira de Trump. Embora o Presidente dispare sobre algumas práticas da empresa, convém recordar que o patrão da Amazon também detém um conhecido jornal muito crítico da Casa Branca.

 

Recuo generalizado

 

O sentimento dos investidores foi claramente negativo e as perdas foram transversais às várias categorias de fundos no mês passado. De facto, houve um prolongamento das tendências verificadas em fevereiro, mas em março nem houve emergentes a escapar à razia mensal.

 

Entre os que menos perderam encontramos o México (-0,4%), o Reino Unido (-1,5%) e o Canadá (-1,8%). As quedas mais acentuadas ficaram a cargo da África do Sul (-6,5%), Polónia (-7,1%) eIndonésia (-7,2%). Apesar do desempenho mensal, estes três emergentes possuem economias com um bom potencial e continuam presentes nas nossas carteiras.

 

Em termos setoriais, de referir que as utilities (serviços públicos) e o imobiliário conseguiram escapar ao mau momento das bolsas e os respetivos fundos até valorizaram no mês passado.

 

Nas utilities, dado o seu caráter mais defensivo, era expectável esse desempenho. É um setor no qual recomendamos a compra, se quiser diversificar um pouco mais a sua carteira (até 5%).

 

No imobiliário, a conjuntura económica global continua a ser favorável e é um setor que seria pouco afetado por uma eventual guerra comercial e ainda menos pelos problemas dos gigantes tecnológicos. Atualmente, aconselhamos que mantenha os fundos mais bem geridos desta categoria.

 

Nestas alturas de turbulência dos mercados, as obrigações saem geralmente beneficiadas, pois a dívida dos emitentes soberanos financeiramente mais sólidos é considerada como valor de refúgio. Assim, sem surpresa, os fundos dedicados à dívida de taxa fixa em euros foram dos poucos a subir em março, tendo obtido em média 0,6%.

 

Nas restantes categorias é preciso incluir a evolução das taxas de câmbio face ao euro, mas o comportamento foi bem menos negativo do que nas ações. Por exemplo, os fundos de dívida em ienes ficaram na linha de água, enquanto os congéneres dedicados aos dólares americanos recuaram 0,4% e os de coroa norueguesa perderam somente 0,1%. Em termos gerais, os juros das obrigações continuam pouco apelativos, mas não devemos subestimar o papel importante que algumas categorias de fundos podem desempenhar na construção de uma carteira bem equilibrada.

 

Carteiras em queda

 

As nossas estratégias não conseguiram evitar as desvalorizações em março, mas a diversificação atenuou bastante as perdas sofridas pelos principais mercados (a queda dos fundos da bolsa americana foi de 4,4%). Os resultados mensais foram de -1,7%, -2,3% e -3% para as estratégias defensiva, base e agressiva, respetivamente. Tal como não se deve levar por momentos de euforia generalizada, o atual mau momento deve ser contextualizado.

 

Após anos de subida quase ininterrupta, é inevitável que os índices sofram uma correção, sendo ainda mais evidente em certos setores que incorporam expectativas demasiado otimistas e que, portanto, são muito propensos a desiludir os investidores aos primeiros sinais de contrariedades.

 

Em suma, investir a longo prazo significa, também, ser capaz de suportar os momentos de queda dos mercados.

 

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