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Dólar contra-ataca

Data da publicação: 14/05/2018

O dólar iniciou o ano na continuidade de 2017, perdendo terreno contra as principais moedas globais incluindo o euro. No entanto, desde meados de fevereiro, a divisa americana está a inverter rapidamente a tendência.

O ponto de viragem do dólar coincidiu com o aumento das tensões comerciais e uma queda acentuada nas bolsas. Com efeito, a moeda dos Estados Unidas ainda desempenha um papel de valor de refúgio em tempos de turbulência para os investidores que procuram segurança.

 

Atualmente, essa função é ainda mais ampliada porque outras duas moedas “seguras”, o iene e o franco suíço, estão a ser penalizadas pelas políticas monetárias. Na Suíça, a taxa de juro diretora é negativa em -0,75%. No Japão, o banco central faz injeções maciças de ienes para manter a taxa de juros a 10 anos próxima de zero.

 

Ao mesmo tempo, a evolução das taxas de juro favorece também a recuperação do dólar. A Reserva Federal norte-americana é, entre os principais bancos centrais, o que está mais avançado na normalização monetária. Já aumentou seis vezes a taxa de referência, sendo que na última vez, em março, subiu-a para 1,75%.

 

Novos aumentos estão previstos para os próximos meses. No mercado de obrigações, as taxas de juro a 10 anos subiram para 3%, um limiar psicológico que volta a colocar a dívida dos EUA na mira dos investidores.

 

Emergentes tremem

As primeiras vítimas da recuperação do dólar são as moedas dos países emergentes. Entre as mais afetadas estão a lira turca, o real brasileiro, a rupia indiana e a indonésia.

 

Uma depreciação acentuada por outros fatores, como a situação política (Turquia), dificuldades económicas (Brasil) e o aumento dos preços do petróleo que pesa nas contas externas (Turquia, Índia, Indonésia).

 

A depreciação das moedas emergentes alimenta as pressões inflacionistas nesses países e preocupa os investidores estrangeiros. Dado que o impacto das intervenções cambiais, como as realizadas pelo banco central da Indonésia, parece limitado, a única maneira de travar a depreciação de uma moeda é aumentar as taxas de juro.

 

Foi a escolha do México, onde a taxa diretora subiu, de 3% para 7,5% em 18 meses, e conseguiu sustentar o peso mexicano. Mas esta estratégia penaliza o consumo das famílias e o investimento. Implica também uma reviravolta repentina para os bancos centrais emergentes que estavam maioritariamente numa trajetória de descida das taxas. Uma mudança que alteraria profundamente as perspetivas de crescimento económico dos emergentes, especialmente os mais frágeis financeiramente.

 

Zona euro abranda

Temida pelos países emergentes, a valorização do dólar é saudada com alívio pelo setor exportador da zona euro. No pico, em 15 de fevereiro, a moeda única tinha subido 20% em relação ao dólar face ao mínimo no final de 2016.

 

Essa apreciação do euro começou a pesar sobre a atividade de algumas empresas europeias e é parcialmente responsável pela desaceleração do crescimento observado no primeiro trimestre deste ano.

 

A força do euro também não era uma boa notícia para o Banco Central Europeu. Ao desacelerar o aumento dos preços do petróleo e a reduzir o preço dos produtos importados, a inflação diminuiu, caindo para 1,2% em abril, apesar das boas condições económicas na área do euro.

 

No entanto, não devemos sobrestimar os movimentos das últimas semanas. Desde 15 de fevereiro, o euro caiu apenas 5% em relação ao dólar e permanece bem acima da média dos últimos anos.

 

É o fim da apreciação do euro e não a magnitude da correção que tranquiliza os empresários europeus. Também no campo dos preços, a queda do euro nas últimas semanas é insuficiente para gerar inflação via custo das importações.

 

Oportunidades e perspetivas

A subida das taxas americanas deu maior visibilidade à dívida em dólares e torna os fundos de obrigações USD mais atrativos no seio de uma carteira diversificada. Nesta categoria, entre outros, aconselhamos os fundos AB American Income e JPMorgan US Aggregate Bond.

 

Ao mesmo tempo, nos países emergentes, a forte depreciação cambial não se deve apenas à recuperação do dólar. Investindo numa ótica de longo prazo, o recuo das taxas de câmbio emergentes das últimas semanas até é uma oportunidade para reforçar em alguns mercados promissores, como a Indonésia. Para a bolsa de Jacarta recomendamos o fundo Fidelity Indonesia e o ETF Lyxor MSCI Indonesia.


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