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Poupar para a reforma com depósitos: certo ou errado?

Há 2 meses - quinta-feira, 14 de março de 2019
Os depósitos a prazo continuam a reunir a maior fatia das poupanças dos portugueses na hora de poupar para a reforma, diz o nosso inquérito. Mas a estratégia não é a mais acertada.
moedas junto a relógio

Taxas de juro próximas de zero desaconselham os depósitos sobretudo como único destino das poupanças.

Os portugueses parecem não perder o amor aos depósitos a prazo, certinhos e sem surpresas, mas também sem grande rendimento. Entre abril e maio de 2018, conduzimos um inquérito para averiguarmos a preparação da idade sénior e a qualidade de vida de quem já a está a experienciar: os resultados foram publicados na revista TESTE SAÚDE n.º 136, em dezembro de 2018 (consulte a ficha técnica em baixo). 

Entre outros aspetos, questionámos os participantes no estudo entre os 45 e os 64 anos sobre as poupanças que já estão a constituir. E as respostas não se fizeram esperar: 45% apostam nos depósitos a prazo, uma estratégia completamente errada. 

Façamos um pequeno exercício. Se aplicar 50 euros todos os meses num depósito com taxa de juro de 1% durante 20 anos, obtém 13 283 euros. Ao optar pela nossa carteira de fundos mais conservadora (versão "base"), o total seria de 22 527 euros, supondo que o rendimento dos últimos cinco anos (5,9%) se manteria nas próximas duas décadas.  São mais de 9 mil euros de diferença: eis quanto poderá custar-lhe uma má decisão. 

O número adquire ainda mais relevo se pensarmos que 63% dos inquiridos que estão a poupar para a reforma consideram que o capital amealhado  será insuficiente para as necessidades. Poupar para a reforma não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona, em regra, a mais de 10 anos: pequenas diferenças de investimento e no rendimento podem significar milhares de euros na reta da meta. 

Descubra as opções dos portugueses e os nossos conselhos:

45% depósitos a prazo

Estratégia errada. Dentre os países do estudo, que incluiu ainda Bélgica, Espanha e Itália, Portugal é aquele onde mais cidadãos optam pelos depósitos como estratégia única. Na Bélgica, apesar de serem opção, aposta-se em vários produtos.
Taxas de juro próximas de zero desaconselham os depósitos e ainda mais como único destino para as poupanças.

31% PPR e fundos de pensões

Ao investirem parte  da carteira em ações, os fundos PPR não garantem  o capital, mas podem render mais a longo prazo do que depósitos ou seguros PPR.
Tem menos de 57 anos? Opte pela nossa Escolha Acertada em fundos PPR: rendeu 6,7% ao ano, nos últimos cinco anos. Já atingiu os 57 anos? Subscreva a nossa Escolha Acertada em seguros PPR, com capital garantido e um mínimo de 1,5% para 2019.

26% seguros de vida e de capitalização

Os seguros de capitalização permitem entregas regulares de pequenos montantes e, em regra, garantem o capital e um rendimento mínimo. Pode resgatar quando entender, mas cuidado  com as comissões. 
Ainda assim, a estratégia é muito defensiva e pouco ajustada a quem está a mais de 10 anos da reforma. Até porque os benefícios fiscais são inferiores aos dos PPR.

18% imobiliário

Comprar imóveis exige  um montante elevado e  o pagamento de impostos. Não é a forma mais prática de poupar, mesmo que o património possa ser vendido. 
Uma alternativa são os fundos imobiliários. Neste caso, não adquire imóveis diretamente, mas unidades de participação de uma carteira de imóveis. É mais simples e exige montantes bem mais reduzidos.

5% fundos de investimento

Não garantem o capital  e há fundos com diversas carteiras e políticas de investimento. 
Podem ser interessantes para quem está longe da reforma. Os que investem em ações têm potencial de ganhos superior, mas o risco também é maior. Opte pela nossa carteira através do protocolo com a Optimize.

Ficha técnica:

O questionário foi realizado, entre abril e maio de 2018, a uma amostra da população entre os 45 e os 84 anos. O objetivo era obter diferentes perspetivas sobre vertentes como a saúde, a capacidade financeira ou as condições de habitação esperadas e vivenciadas. No total, recebemos 1178 respostas válidas, que refletem as opiniões dos participantes. 

Texto de Inês Lourinho

Dossiê técnico: António Ribeiro e Bruno Carvalho

 

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