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Como incentivar os portugueses a poupar?

Há 6 dias - terça-feira, 11 de junho de 2019
A taxa de poupança dos portugueses é das mais baixas da Europa. Para a incentivar, o Estado deveria, por exemplo, diminuir a tributação sobre as aplicações de aforro.

Os depósitos estão moribundos e os aforradores encontraram nos títulos de dívida pública uma possível alternativa para as suas poupanças. Prova disso é o aumento dos montantes aplicados em Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro nos últimos meses, depois de uma ligeira descida em novembro de 2018.

Precisamente nesse mês começaram a vencer as primeiras subscrições dos Certificados do Tesouro Poupança Mais, iniciadas em 2013 com um prazo de cinco anos. Quem seguiu as nossas recomendações e subscreveu este produto entre 2013 e 2017 deverá mantê-lo até ao fim, se possível, de modo a beneficiar do melhor rendimento. Até porque, atualmente não encontra melhores taxas. 

A partir de 2020 começarão também a vencer os Certificados do Tesouro que estiveram em subscrição entre 2010 e 2012. Da mesma forma, se foi dos sortudos que subscreveu, deve manter até ao vencimento.

Menos impostos sobre a poupança

Mas, à medida que estes produtos vão vencendo, que alternativas restam ao aforrador? Os Certificados de Aforro têm uma taxa base de apenas de 0,5% líquida, estando dependentes da Euribor. Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento proporcionam juros anuais a taxa crescente, entre 0,5 e 1,6%; se aplicar pelo prazo máximo, garantem um rendimento anual mínimo de 1% líquido. Nenhum deles apresenta um rendimento sedutor, mas conseguem superar a média dos depósitos.

Apesar dos montantes aplicados nestes produtos estarem a aumentar, a taxa de poupança dos portugueses (4,6%) é das mais baixas da Europa (12,3% é a média dos países da zona euro). Não deveria o Estado incentivar a poupança? Por exemplo, com a diminuição da taxa de imposto das aplicações de aforro ou mesmo isenção de imposto sobre os juros até um determinado montante, como acontece noutros países europeus. Ou através da criação de novos produtos de dívida pública com taxas fixas, de modo a contornar a Euribor negativa. É urgente inverter a queda da poupança em Portugal.

 

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