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Certificados do Tesouro: rendimento cai de 3% para 1,6%

Há 4 anos - segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Nos Certificados do Tesouro Poupança Mais apenas se alteraram as taxas anuais, as restantes condições mantêm-se.

Assim, se antes as taxas variavam entre 2,75 e 5% brutas, agora variam entre 1,25 e 3,25%, como constam no quadro em baixo. Se mantiver o produto durante os cinco anos, o rendimento anual efetivo líquido para a ser de 1,6% (mínimo), uma queda para praticamente metade (era 3%).

 

Certificados do Tesouro Poupança Mais
Ano
TANB (%)
Antes
Agora
Corte
1.º
2,75
1,25
-1,5
2.º
3,75
1,75
-2,0
3.º
4,75
2,25
-2,5
4.º
5,0 (1)
2,75 (1)
-2,25
5.º
5,0 (1)
3,25 (1)
-1,75
TAEL (%)
3,0
1,6
-1,4
TANB: taxa anual nominal bruta. TAEL: taxa anual efetiva líquida.
(1) Pode acrescer um bónus em função do crescimento do PIB.

 

Produto de longo prazo com taxas de curto

O corte nas taxas foi substancial, atingindo perdas de 2,5%, como se pode ver na última coluna do quadro. Os CTPM passaram a ter a remuneração de muitos produtos de curto prazo, o que não nos parece razoável, já que se trata de uma aplicação de médio/longo prazo. Se o compararmos com seguros de capitalização ou planos mutuais atualmente em subscrição, que são produtos de capital garantido para o mesmo horizonte temporal, ficam a perder.

 

Só os bancos ficaram a ganhar

Há alguns meses que vínhamos alertando os nossos leitores para um possível corte nos produtos de aforro do Estado, mas os cortes efetuados foram excessivos e reposicionaram os produtos ao nível ou abaixo da oferta bancária. Há depósitos a render mais do que os Certificados de Aforro e seguros de capitalização e planos mutualistas mais rentáveis do que os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM).

Assim, quem subscreveu até final de janeiro e seguiu os nossos conselhos deverá manter as aplicações, usufruindo do prémio de 2,75% bruto até final 2016 nos Certificados de Aforro e as taxas entre 2,75 e 5% nos Certificados do Tesouro. Mas o conselho é diferente para as emissões a partir de fevereiro: enquanto as taxas Euribor se mantiverem ao nível atual, próximas de zero, os Certificados de Aforro têm um rendimento pouco interessante. E os CTPM deixam de liderar na oferta de aplicações de capital garantido a médio e longo prazo. Com estas alterações quem ficou a ganhar foi a banca.

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