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Coreia do Norte: ameaças colocam a Coreia do Sul entre espada e a parede

Data da publicação: 11/09/2017

A Coreia do Sul estava no bom caminho. O país não contava com a crispação entre Donald Trump e Kim Jong-un. Entre a espada e a parede, a Coreia do Sul está inquieta, e os investidores também. Vale a pena investir?

Sempre que a economia norte-coreana se deteriora e o país vive períodos de penúria, Pyongyang eleva o tom do seu discurso, e faz ameaças para o exterior. Uma forma do país relembrar à comunidade internacional da ajuda necessária normalmente praticada pelos samaritanos das Nações Unidas, Coreia do Sul e Europa.

 

Este ano, a Coreia do Norte vive o maior episódio de seca em quase duas décadas e uma parte da sua produção agrícola foi destruída. Além disso, o país sofre o impacto das sanções internacionais que pesam obviamente sobre a sua economia. A situação é grave e, em vez de resolver os seus problemas internos, Pyongyang vira-se contra o mundo através dos testes de mísseis nucleares ameaçando derrubar os seus vizinhos do sul e o Japão.

 

Estes testes, apesar da apreensão com o qual são recebidos pela comunidade internacional, são normalmente confrontados com apelos à calma e ao diálogo. Mas o Presidente Trump decidiu colocar óleo na fervura, respondendo à provocação de Kim Jong-un com a ameaça de um “ataque assolador” à Coreia do Norte. Naturalmente, esta troca de palavras coloca o mundo em alerta, e as bolsas mundiais não ficam indiferentes.

 

Seul na pole-position

 

Os investidores não tardaram a reagir à possibilidade, ainda que remota, de um conflito nuclear. Um pouco por todo o lado, as bolsas recuaram, a volatilidade aumentou e o ouro passou o valor dos 1300 dólares, após nove meses de resistência abaixo deste valor.

 

Na primeira linha de combate está a bolsa de Seul. Um mercado que reportou níveis máximos em julho, num ano marcado pela chegada ao poder do reformador Moon Jae-in. No ano de 2017, a bolsa nacional (kospi) ganhou 17% mas em agosto sofreu uma queda de 4% que não voltou a recuperar. A mesma observação para a moeda sul coreana (won). Com os olhos postos sobre o dólar americano, a moeda nacional perdeu 5% face ao euro depois do início do ano. Mas, novamente, a instabilidade política pesou, empurrando o won para o seu nível mais baixo contra o euro em 18 meses. Contudo, não veja nesta descida uma oportunidade.

 

Os motores de crescimento arrefecem...

 

Com um crescimento médio de 2,8% no primeiro semestre, os níveis de crescimento continuam elevados superando mesmo os dos Estados Unidos e a zona euro. No entanto, os dois motores deste crescimento, as exportações e a procura de habitações por famílias estão em risco.

 

Do lado das exportações, o excedente da balança corrente é de 7% do PIB. O acordo de livre comércio entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, assinado em 2012, permitiu uma explosão do comércio entre os dois países.

 

No entanto, o déficit comercial dos Estados Unidos nas relações com a Coreia do Sul agravou-se e o descontentamento de Washington levará a uma renegociação dos parâmetros desta relação comercial. Certamente este novo acordo será menos favorável para Seul e isso poderá impactar na sua atividade e investimento.

 

Do lado do imobiliário, a procura por parte das famílias tem sido influenciada pelo aumento real dos salários (2,5% em média por ano). O problema é que este investimento vem aliado a um aumento do nível de endividamento das famílias. Um crescimento insustentável a longo prazo, que poderá sair caro.

 

…mas não é hora de entrar em pânico.

 

O crescimento continua elevado, apoiado por uma conjuntura global positiva e marcada pelo aumento de procura nos principais mercados mundiais.

 

Adicionalmente, e talvez mais relevante, Seul goza de umas finanças públicas sólidas que proporcionam às autoridades governamentais uma ampla margem de manobra para ajudar a sua economia (ou o setor bancário) em caso de necessidade.

 

No final de julho, o governo aprovou um reforço no apoio social no valor de 8 mil milhões de euros, o que mostra a vontade de apoiar a economia mas também de inverter a tendência de queda das taxas de natalidade.

 

Conselho

 

Ainda que não seja um mercado totalmente desinteressante, existem melhores alternativas de outros mercados emergentes face a Seul. Na Ásia, preferimos as ações chinesas e indonésias que pode comprar através de fundos dedicados. Consulte os nossos conselhos aqui.

 

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