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Conselhos independentes de investimento

Como se preparar para a subida das taxas de juro

Data da publicação: 07/05/2018

“Prevê-se que o BCE e a FED irão aumentar o chamado "preço do dinheiro". Este aumento dos juros vai penalizar os resultados e por consequência as cotações? E as obrigações das empresas e os títulos de dívida pública?”

Com efeito, a FED já começou a subir as taxas de juro de referência no final de 2015 e, no futuro, também o BCE seguirá o mesmo caminho.

 

O impacto imediato dessas medidas faz-se sentir mais no nível dos juros de curto prazo, mas estende-se à generalidade das taxas.

 

Juros mais elevados implicam custos de financiamento maiores para as empresas, as famílias e os Estados.

 

No caso das empresas, o aumento dos custos financeiros pesará naturalmente nos lucros (e nas cotações). Aliás, aquelas que estão excessivamente endividadas poderão mesmo enfrentar problemas para se conseguir capitalizar.

 

O impacto automático na dívida também é negativo. Em primeiro lugar porque os bancos centrais têm sido os grandes compradores e irão diminuir a sua presença. Em segundo, com as novas emissões de títulos de dívida pública e empresarial a oferecer remunerações mais altas, o valor das obrigações já existentes no mercado tenderá a diminuir. Ou seja, o aumento dos juros provoca uma queda na cotação das obrigações.

 

O lado bom da subida dos juros

À partida o aumento dos juros parece ser claramente negativo para os mercados financeiros. Contudo, é preciso ver o fenómeno igualmente sob outras perspetivas.

 

Antes de mais, existe um efeito de substituição. Com juros mais elevados, as novas obrigações ficam comparativamente mais atrativas face ao investimento em ações.

 

Se, por exemplo, a dívida pública norte-americana garantir um rendimento anual de 5% torna-se muito menos apelativo “arriscar” no investimento em ações.

 

Assim, obrigações com maiores rendimentos (yields) também irão atrair um maior número de investidores, sobretudo institucionais, que desejam menos risco ou querem garantir fluxos de rendimento regulares.

 

Acresce que se os bancos centrais sobem os juros é porque as economias estão a crescer a um ritmo elevado e a criar pressões inflacionistas, o que é um bom indício para o crescimento dos lucros das empresas.

 

Por fim, juros mais altos também vão obrigar as empresas e os investidores a serem mais criteriosos nas suas escolhas e a diminuir a tomada de riscos excessivos exacerbada por anos de taxas nulas.

 

O que esperar do aumento das taxas de juro?

Os investidores nacionais poderão voltar a ter aplicações de capital garantido (depósitos e Certificados) com taxas apelativas. Mas dado que o Banco Central Europeu ainda não chegou ao ponto de inversão da política (talvez a partir de setembro), em Portugal esse efeito não será no imediato sendo palpável apenas daqui por alguns trimestres.

 

Nos mercados financeiros (ações e obrigações), a seletividade nas opções de investimento já tende a ganhar maior relevância.

 

A época de que “tudo sobe”, cujo expoente foi a euforia com as criptomoedas, já teve os dias contados. A turbulência que se vive nas bolsas desde o início do ano é um sintoma de que os investidores estão mais cautelosos.

 

É uma atitude que deve partilhar, mantendo a carteira bem diversificada pois existem várias categorias de fundos de ações e obrigações com bom potencial de valorização e que, em conjunto, propiciam um nível de risco equilibrado.


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