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Conselhos independentes de investimento

Catalunha: a tensão política penaliza o mercado espanhol

Data da publicação: 06/10/2017

A tensão entre o governo da região autónoma da Catalunha e o governo de Madrid atingiu o seu apogeu depois da repressão policial num referendo que o poder central considerou ilegal, face à constituição de Espanha. A incerteza face a uma independência unilateral da Catalunha está a colocar os mercados, espanhol e europeu, com os nervos em franja.

Os mercados europeus mostram-se um pouco nervosos com os acontecimentos na Catalunha e, sem surpresa, a Espanha está na linha da frente. Contudo, a reação dos investidores foi contida, pois esperam uma solução negociada e não um escalar do problema.

 

Durante a semana, a taxa de juro da dívida espanhola a 10 anos atingiu um pico de 1,8% pela primeira vez desde o final do inverno. Mesmo um simples conflito institucional entre Madrid e Barcelona, que implique uma maior autonomia fiscal para a Catalunha, não é negligenciável para as contas públicas do Reino de Espanha.

 

A nível setorial, os bancos (e, em particular, os catalães) são os que levantam mais preocupações aos investidores. Com efeito, para o Sabadell e o CaixaBank, a escolha da localização da sede não é insignificante. Antes de mais querem manter o acesso ao mercado da União Europeia, garantir um ambiente regulatório estável e protegerem-se contra a incerteza de uma possível declaração de independência. Por exemplo, o primeiro escolheu mudar-se para Alicante. Como muitos outros bancos da zona euro, beneficiam do Banco Central Europeu como credor de último recurso. Uma possível perda de acesso ao financiamento pelo BCE implicaria um aumento considerável do seu risco. Diante da incerteza atual, é muito provável que o CaixaBank siga o exemplo do Sabadell deslocando a sua sede para outra cidade espanhola.

 

Catalunha representa 20% do PIB espanhol

 

A região autónoma da Catalunha tem o tamanho da Bélgica, faz fronteira com o sul de França e economicamente, é uma das regiões mais fortes da Espanha representando um quinto do PIB espanhol. Com 7,5 milhões de habitantes, o território da Catalunha está bastante industrializado e conta com importantes centros de investigação em setores como a energia nuclear e as biomédicas. O turismo é também muito forte na região e as exportações representam um quarto de toda a Espanha.

 

Se acontecer a desintegração, será mais prejudicial para a região ou para a Espanha?

 

As opiniões dos especialistas são divergentes, uns acreditam que a Catalunha enquanto nação não irá prosperar outros acreditam que sim. Mas ambos são unânimes em relação aos custos e impactos económicos que terão de enfrentar durante o período de adaptação político e territorial.

 

O fardo da dívida pública terá de ser discutido com Madrid que, inevitavelmente, deverá levantar sanções económicas contra “a jovem nação”, pela possível desintegração unilateral.

 

Outra questão a ter em conta será a relação da Catalunha com a União Europeia. Fará parte da UE, poderá continuar a utilizar o euro como moeda? Questões que se colocam sobretudo porque o partido catalão mais radical não quer nada com a UE e muito menos com a moeda comum.

 

Em termos de investimentos, a bolsa espanhola reagiu em baixa aos acontecimentos trágicos. A tensão deverá permanecer nos próximos tempos, o que não é nada benéfico. A subida das taxas de juro, caso se agrave a crise espanhola, poderá subir mais, agravando os custos de financiamento das empresas.

 

Contudo, em termos de estratégia de investimento, atualmente o mercado espanhol não está presente nas nossas carteiras de fundos. Em termos de ações, no momento atual, consideramos não haver por enquanto razões que justifiquem uma alteração radical dos nossos conselhos. Contudo, o melhor é manter-se atento às nossas recomendações.

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