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Conselhos independentes de investimento

Avaliação a pedido: easyJet

Data da publicação: 07/02/2018

A conhecida transportadora aérea low-cost britânica opera no segmento de curta distância e atualmente voa dos 5 principais aeroportos portugueses. Um bom investimento?

O modelo do transporte aéreo low-cost, de que a easyJet (16,47 libras; bolsa de Londres, ISIN GB00B7KR2P84) é um dos expoentes máximos na Europa, assenta na redução dos custos operacionais, como o seu nome sugere. Desde logo na gestão da frota, em que opta por encomendas em larga escala (obtendo descontos) de aviões modernos (mais eficientes em termos de combustível, menores custos de manutenção) e da mesma família (menores custos de treino da tripulação, menores custos de manutenção), que serão vendidos num prazo relativamente curto para evitar uma grande desvalorização.

 

Esta estratégia exige uma forte capacidade de investimento, com a easyJet a prever investir mais de 3 mil milhões de libras até 2020 (face a receitas anuais de 5 mil milhões de libras em 2017), o que lhe permitirá reforçar a sua frota com mais 23 Airbus A320 e A320neo, além de upgrades nos já existentes – até 2021, 73% da frota será constituída por estes modelos. Depois, há que tirar o máximo de rendimento dos ativos, conseguindo o máximo de ocupação e reduzindo ao mínimo os tempos de paragem (incluindo embarque). A easyJet registou uma utilização da capacidade de 92,6% no último ano, um valor muito elevado.

 

A estratégia passa também por procurar fontes de receita adicionais, quer através de venda de serviços adicionais (alimentação, bagagem, escolha de lugares), quer através de parcerias. A procura por estes serviços tem vindo a aumentar, com estas receitas adicionais a crescerem 17,8% para atingirem quase 20% da receita total da easyJet em 2017.

 

A transportadora britânica apresentou números fortes nos últimos trimestres, com as receitas a sair perto dos máximos esperados pelos analistas e o número de passageiros transportados a aumentar, refletindo a retoma económica. Tem revelado capacidade de execução no controlo dos custos. A receita total cresceu 8,1% em 2017, e a administração mostra-se confiante no resultado para o ano em curso.

 

Contudo, o contexto de forte competitividade no setor é um grande desafio. No ano passado, a receita por lugar da easyJet caiu 4,5% se excluirmos os efeitos cambiais, sobretudo devido à pressão sobre os preços. Foi o maior número de lugares vendidos a impulsionar as receitas. A concorrência no transporte aéreo europeu continua a aumentar, com um acréscimo da capacidade de 6%, mas que é ainda maior nas rotas onde a easyJet está presente: 7,4%. É um fator negativo a observar de perto.

 

De referir ainda a aquisição de ativos da falida AirBerlin, assumindo a gestão das operações desta a partir do aeroporto de Berlim Tegel (a easyJet já possuía uma base em Berlim Schonefeld). Contudo, a empresa não espera que venha a contribuir para o resultado líquido antes de 2019.

 

Os principais rácios financeiros sugerem uma empresa corretamente avaliada: rácio cotação/lucro de 13.7 (em geral considera-se barato abaixo de 10), cotação/valor contabilístico de 2. Não nos parece suficientemente atrativa para comprar, pois num setor difícil, cíclico, os rácios podem degradar-se rapidamente (por redução dos resultados). Mas, estando longe de cara e com a cotação numa tendência de curto prazo positiva, se já detiver a ação pode manter em carteira.


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