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Autores de ICO, apoiada por pugilista de renome mundial, presos por fraude

Data da publicação: 09/04/2018

Os fundadores de uma empresa de criptomoedas foram detidos pelas autoridades norte-americanas por lançarem uma Oferta Inicial de Moeda alegadamente “fraudulenta”. Análises feitas por alguns sites dedicados ao universo das criptomoedas assinalam que cerca de 60% das ICO lançadas falham.

A Centra é uma empresa norte-americana que se dedica ao mercado das moedas digitais e que lançou, em finais de 2017, uma Oferta Inicial de Moeda (ICO - sigla em Inglês) que ficou popular por receber o apoio de famosos como o pugilista Floyd Mayweather conquistando dessa maneira a “credibilidade” necessária para o sucesso da operação. A empresa arrecadou mais de 30 milhões de dólares.

 

Nessa Oferta Inicial de Moeda era prometido aos investidores um cartão de crédito, alegadamente apoiado pela Visa e pela Mastercard, que permitiria converter as “Centra Token” em dólares para posteriormente serem utilizados em lojas.

 

Mas a Autoridade Supervisora dos Mercados de Capitais norte-americana (SEC) alega que não existe qualquer relação entre a Centra e a Mastercard ou a Visa. A SEC acusa ainda os fundadores da empresa de terem criado perfis falsos de executivos de sucesso e de pagarem a celebridades para apoiarem a ICO nas suas redes sociais.

 

Floyd Mayweather foi uma das personalidades que deu a cara para promover o cartão que servia com token da ICO “fraudulenta”.

 

 

 

 

 

A operação foi considerada "fraudulenta" pelas autoridades norte-americanas e ambos os fundadores da empresa foram agora detidos (04.04).

 

As ICO atraem as novas gerações

 

Os investimentos em criptomoedas e tokens sobre a forma das ICO — Initial Coin Offering (Oferta Inicial de Moeda) parecem ser populares sobretudo entre a “geração Y” ou millennials — jovens nascidos entre 1980 e 1996. E, comparado com a complexidade do investimento na bolsa de valores (às vezes mais percecionado que real), a aparente simplicidade de investir em empresas com poucos cliques e ter grandes ganhos parece difícil de resistir.

 

Mas as regras que governam a emissão e funcionamento de ações das sociedades cotadas existem para um grande propósito: regular, ou seja, destinam-se a garantir as adequadas proteções aos investidores.

 

No caso das ICO, as desconfianças expressas desde há algum tempo pela PROTESTE INVESTE estão infelizmente a materializar-se. Análises feitas por alguns sites dedicados ao universo das criptomoedas apontam para que cerca de 60% das ICO falharam, ou seja, das 902 ICO rastreadas em 2017, 142 falharam antes de conseguirem qualquer apoio monetário e outras 276 tiveram o mesmo destino depois de obterem os fundos por parte dos investidores.

 

Apesar de ser bastante mau, este número, por si só, não é especialmente impressionante pois a grande maioria dos novos negócios falham. O que é impressionante é 60% num curto espaço de tempo (poucos meses), e sobretudo a forma como falham: boa parte destes simplesmente se evapora, com sites que ficam offline e contas de redes sociais silenciosas. Os criadores nem chegam a arrancar com o projeto e ficam com todo o dinheiro angariado que lhes foi confiado pelos investidores – se a intenção não foi fraudulenta desde o início.

 

Deste modo, a PROTESTE INVESTE tem vindo a alertar para o elevado risco das ICO, não só pela falta de regulação como também pelo risco elevado da existência de esquemas fraudulentos.

 

Por essa razão, desaconselhamos totalmente investimentos nestas operações mas se estiver interessado em apostar numa destas ofertas, verifique sempre quem está por detrás da operação e quais são os seus verdadeiros objetivos.

 

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