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Análise mensal: fevereiro marcado pelas quedas

Data da publicação: 09/03/2018

Abalo das bolsas, iniciado no final de janeiro, provocou uma onda de desvalorizações

Após um longo período de ganhos, os investidores apanharam um susto com o recente abanão dos mercados. Entretanto, se as bolsas recuperaram algum do terreno perdido, o saldo mensal de fevereiro acabou por ser para a maioria das categorias de fundos.

 

Nos próximos meses é natural que se assista a um regresso da turbulência. A economia mundial atravessa um bom momento, mas as bolsas também estão em máximos. Para sustentar a tendência seria necessário uma aceleração da atividade global ou da rentabilidade das empresas. Ora se o primeiro fator é improvável dado que o mundo já está em velocidade de cruzeiro, o segundo estará apenas ao alcance de algumas empresas em setores e mercados específicos. Em sentido contrário, aumentam as hipóteses de deceção e a subida gradual dos juros vai evidenciar a fragilidade de muitos modelos de negócio, cuja sobrevivência tem assentado no endividamento crescente. Este regresso do risco é bem-vindo pois se continuar a passar despercebido levará a mais decisões erradas por parte de gestores e investidores.

 

Ao mesmo tempo, também não se vislumbram fatores que possam levar a um colapso geral das cotações. As condições globais de financiamento, propiciadas pelos bancos centrais, continuam bastante favoráveis, o que favorece o valor dos ativos financeiros. Uma última nota para o fator Trump. A economia dos Estados Unidos avança a todo vapor e assim continuará desde que o Presidente não consiga por em prática as suas visões mais radicais, nomeadamente de cariz protecionista. Certas medidas levariam a um escalar de retaliações, uma guerra comercial com um impacto nefasto para toda a economia mundial.

 

Tropeção mensal

Em fevereiro, as perdas foram transversais aos fundos de ações. Entre as principais categorias, apenas alguns emergentes escaparam à razia mensal, como a Rússia (2,5%), África do Sul (1,1%) e Brasil (0%). Atualmente, destes três países consideramos que só os fundos sul-africanos são interessantes para investir a longo prazo. Entre os recomendados, no maior dos emergentes, as ações chinesas recuaram 3,3%. Por seu turno, a Polónia, após dois bons meses, fraquejou e o ETF recomendado caiu 8%. Um mau momento, mas que não coloca em causa o potencial deste mercado europeu.

 

Nos fundos dedicados às bolsas desenvolvidas, os fundos nipónicos estiveram em destaque. Graças à apreciação do iene face ao euro, as perdas ficaram contidas a -0,6%. Nas restantes, as desvalorizações foram superiores e são exemplificadas pela queda média de 2,9% registada entre os fundos de ações que investem a nível global. O mercado americano caiu, mas puxou a média para cima (-1,5%), enquanto a Europa empurrou-a para baixo (-3,6%), tendo Portugal ficado mais próximo dos seus vizinhos (-3,5%).

 

A turbulência dos mercados levou os investidores a tomar refúgio nas obrigações, reduzindo ligeiramente os juros em alguns países e sustentando as cotações da dívida. No entanto, foi a evolução das taxas de câmbio face ao euro que voltou a ser determinante para o resultado final. Aqui a apreciação do iene japonês, franco suíço, dólar americano e real brasileiro deram um impulso aos fundos das categorias respetivas. Estas duas últimas, que estão presentes nas nossas carteiras, conseguiram ganhos de 0,8% e 0,4%, respetivamente. Aliás, este mês reforçamos no dólar. Em momentos de maior stress nas bolsas, as divisas do Japão, EUA e Suíça tendem, por norma, a apreciar-se. À margem do risco cambial, os fundos de taxa fixa denominada em euros ficaram perto da linha de água em fevereiro.


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