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Alugar cofre no banco? Porque não?

Data da publicação: 12/07/2017

A desconfiança em relação à banca aumenta e as taxas de juro dos melhores depósitos diminuem, já para não falar das elevadas despesas de manutenção das contas. Onde guardar então o dinheiro? No colchão não, mas num cofre? Porque não?

Já não é cena de filme. Ter um cofre no banco é uma ideia cada vez menos bizarra para os portugueses, de acordo com um artigo publicado na revista Dinheiro & Direitos. O sentimento de desconfiança em relação à banca tem vindo a crescer junto da opinião pública e a tal facto não serão, certamente, alheios os recentes escândalos financeiros com o BPN, o BES ou o Banif. A isto junta-se a insatisfação criada pelas baixas taxas de juro — o que torna os depósitos bancários pouco atrativos — e pelas elevadas despesas de manutenção das contas à ordem.

 

Por estas e por outras, a dúvida ressurgiu na cabeça dos portugueses: afinal, onde é mais seguro guardar o dinheiro? Em casa? Num depósito bancário? Num cofre?

 

Quanto custa alugar um cofre no banco?

Quatro dos 19 bancos contactados pela revista Dinheiro & Direitos não dispõem de cofres para aluguer: Banco BiG, Banco CTT, Best Bank e BNI Europa.

 

Para os restantes, escolhemos um cofre com as medidas mais procuradas: 30 centímetros de largura, 35 de altura e 47,50 de profundidade. Será o equivalente a uma gaveta de mesa-de-cabeceira.

 

Quanto ao aluguer, os custos variam. Para assinar o contrato, é obrigatório ter um depósito à ordem nesse banco e pagar uma caução. Em média, esta ronda os 143,24 euros para as dimensões que escolhemos. Depois, o banco cobra uma comissão anual pelo aluguer, em média, de 150,59 euros. O valor mínimo é praticado pelo BPI (46,13 euros) e o máximo pelo Atlântico Europa (553,50 euros).

 

Aliás, se o banco não disponibiliza cofres e tem de abrir conta noutra instituição para aí guardar os seus bens, saiba que a opção mais barata é a do BPI. Entre as comissões de manutenção da conta à ordem e o aluguer anual do cofre, pagará 108,53 euros. Poupa 95,29 euros face à média do mercado.

 

Das instituições que analisámos, só o Abanca, o Bankinter e o BBVA não cobram caução. Já a Caixa Geral de Depósitos, além da caução, exige uma comissão inicial de contrato, de 6,46 euros.

 

Mais há mais despesas. Nem todos os bancos obrigam ao pagamento por cada “visita” , mas seis deles fazem-no e a comissão é sempre igual: 6,15 euros. A exceção vai para o Novo Banco, que só cobra a partir da quarta visita anual.

 

Custos extra também podem existir. É o que acontece se perder a chave. Apesar de o banco também ter uma chave, o cofre só abre com a conjugação das duas.

 

Debaixo do colchão, não!

Esta hipótese pode desde já eliminar. E quem diz colchão, diz também lata de biscoitos, panela de pressão, gaveta da cómoda ou qualquer outro esconderijo doméstico. Os riscos são demasiado elevados. E se a casa é assaltada? Ou se há uma inundação? Ou um incêndio? Ver notas de 20 euros ou documentos destruídos em poucos segundos não deve fazer bem a ninguém. E mesmo que tenha contratado um seguro multirriscos-habitação com cobertura de recheio, as indemnizações são sempre limitadas. Já para não falar que há valores sentimentais impossíveis de reembolsar.

 

Terá problema semelhante se criar um cofre em casa, que, além de constituir uma despesa na compra ou construção, não lhe garante que as poupanças estejam a salvo. A par das catástrofes referidas, os “amigos do alheio” podem sempre levar o cofre. Até lhes facilita a vida, já que os bens de valor estão reunidos num só esconderijo.

 

O dinheiro não cresce

E depois há a inflação. Sai penalizado quem guarda muito dinheiro em casa. Se tiver, por exemplo, 5 mil euros no “colchão” e a inflação for de 1%, no próximo ano terá de pagar mais 50 euros para conseguir comprar o mesmo cabaz de produtos, já que, inevitavelmente, os preços aumentam. Logo, perde dinheiro.

 

O mesmo acontece, de resto, se tiver dinheiro guardado no cofre do banco. Já se o tiver aplicado num depósito a prazo, beneficia da segurança dada pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que garante até 100 mil euros por titular, caso algo aconteça ao banco, como falência. Mas os juros andam próximos do zero...


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