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A semana em bolsa: forte correção

Data da publicação: 05/02/2018

Depois de um início de ano muito positivo, as bolsas deram um valente trambolhão na semana passada. A divulgação de bons indicadores económicos levou os investidores a temer uma subida mais rápida do que o esperado das taxas de juro. Lisboa não saiu ilesa e liderou as perdas.

Lisboa liderou as perdas

Depois de na semana anterior ter liderado os ganhos na Europa, a bolsa nacional foi a que mais caiu na semana passada, ao perder 4,4%, o que reduziu os ganhos acumulados desde o início do ano para 2,4%.

 

A queda foi de tal forma acentuada que todos os títulos nacionais acompanhados pela PROTESTE INVESTE fecharam no vermelho, com destaque para o BCP (-8,5%), que liderou as descidas depois do seu banco na Polónia ter anunciado que não irá pagar dividendos referentes a 2017, o que acontece pelo quarto ano consecutivo.

 

Contudo, a nota de maior destaque na bolsa de Lisboa foi o início da época de apresentação dos resultados anuais, com o BPI (-3,5%) a desiludir, já que apesar da boa evolução da atividade em Portugal, os resultados do quarto trimestre foram negativos e ficaram abaixo do esperado devido a elementos não recorrentes relativos à sua participação de 48,1% no Banco de Fomento Angola.

 

Bons indicadores arrastam bolsas para baixo

Foi uma semana muito negativa para os principais mercados acionistas mundiais, que evidenciaram também um aumento da volatilidade. Sexta-feira foi o dia mais “negro”, com os índices a registarem fortes quedas após a divulgação de bons indicadores económicos relativos à criação de empregos e aos salários nos Estados Unidos, uma consequência direta do atual dinamismo económico.

 

Pode parecer contraditório, mas os investidores veem estes números como o gatilho para uma subida mais rápida do que o esperado das taxas de juro. De facto, ao passo que, no início do ano, as taxas de juro americanas a 10 anos estavam nos 2,4%, agora já estão quase em 2,9%. Este aumento das taxas incita os investidores a afastarem-se um pouco do investimento bolsista, embora o nível atual das taxas de juro ainda esteja demasiado baixo para que constituam uma verdadeira alternativa às ações.

 

Nem os bons resultados empresariais divulgados de um lado e do outro do Atlântico, com destaque, entre outras, para a Daimler (-4,6%) e o Facebook (+0,1%), foram suficientes para reverter a tendência negativa da semana. Assim, o Stoxx Europe 50, que agrupa as 50 maiores empresas europeias, perdeu 3,5%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq desceram 3,9 e 3,5%, respetivamente.

 

Todos os setores no vermelho

A semana foi tão negativa que todos os setores fecharam no vermelho, com realce para o químico (-4,6%), semicondutores (-4,1%) e farmacêutico (-4,7%). Os títulos do setor petrolífero caíram em média 4,8%, penalizados também pelos resultados dececionantes apresentados pelas americanas Exxon Mobil (-5%) e Chevron (-9,6%).

 

Nota final para a banca europeia que, após ter valorizado 7% em janeiro, recuou 2,4% na semana passada.

 
Bolsas
Lisboa
-4,4%
Nasdaq
-3,5%
Frankfurt
-4,2%
Nova Iorque
-3,9%
Londres
-2,9%
Paris
-3,0%
Madrid
-3,6%
Tóquio
-1,5%
Milão
-2,7%
Zurique
-3,1%
Ações
EDP Renováveis
-0,4%
BCP
-8,5%
Sonae
-1,8%
Sonae Indústria
-6,4%
Novabase
-2,2%
Altri
-6,1%
Mota-Engil
-2,3%
Galp Energia
-5,5%
Semapa
-2,4%
Impresa
-4,4%
Variação das cotações entre 26/01 e 02/02, em moeda local
Maiores subidas/descidas dos títulos nacionais seguidos na PROTESTE INVESTE

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