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Conselhos independentes de investimento

A semana em bolsa: dias de crise

Data da publicação: 09/02/2018

Os últimos dias foram atribulados nos mercados acionistas, que registaram uma elevada volatilidade e fecharam com quedas muito acentuadas. Os receios de uma subida mais rápida da inflação e das taxas de juro originou esta correção mas não há motivos para pânico.

Lisboa acompanha forte queda das bolsas

A bolsa nacional recuou 4,1% na última semana, seguindo a tendência de forte correção das congéneres mundiais. Assim, desde o início do ano, o índice PSI-20 já está em terreno ligeiramente negativo (-0,2%).

 

Apenas a Sonae capital (+0,4%) conseguiu escapar às quedas, que foram lideradas pela Mota-Engil (-10%).

 

A nível de resultados, depois de o BPI (-4,1%) ter aberto as hostilidades na semana anterior, agora foi a vez de a Navigator (-6,9%) apresentar uma queda de 4,5% dos lucros anuais, um valor em linha com as nossas estimativas.

 

De resto, realce também para a queda de 5,5% da Galp Energia que foi afetada pela forte queda do setor, apesar de ter anunciado uma subida de 20% da produção de petróleo no quarto trimestre de 2017.

 

Quedas acentuadas e generalizadas

Foi uma semana de crise nas bolsas que registaram uma forte volatilidade devido aos receios de aceleração da inflação e do consequente aumento, mais rápido do que o esperado, das taxas de juro por parte dos bancos centrais. Se, a estas preocupações juntarmos a elevada valorização de alguns segmentos bolsistas, temos a combinação perfeita para uma correção dos mercados, que foi tanto mais brutal quanto nos últimos meses as bolsas subiram de uma forma consistente e rápida e num clima de volatilidade anormalmente baixa.

 

Nos EUA, o S&P 500 perdeu 8,5% na emana e, na Europa, o Stoxx Europe 50 corrigiu 4,9%. Nenhum setor escapou às quedas: banca europeia (-4%), petrolífero (-7,4%), distribuição (-4,2%), metais preciosos (-8,4%), etc.

 

No mercado cambial, estimulado pelo próximo aumento das taxas de juros americanas, o dólar valorizou face à moeda única europeia (1 euro = 1,227 dólares).

 

E agora?

Na conjuntura atual, prevemos a manutenção de alguma volatilidade nas cotações das ações, umas vezes para cima, outras vezes para baixo, até porque o muito baixo nível de volatilidade dos últimos meses foi bastante anormal.

 

Ainda assim, continuamos positivos quanto ao investimento em ações, desde que o aumento da inflação seja impulsionado pelo crescimento económico e por bons resultados empresariais, dois fatores que se verificam atualmente, tanto nos EUA como na Europa.

 

Assim, o que deve fazer é vender apenas as ações da sua carteira que estão caras, já que podem cair ainda mais se este movimento de correção perdurar. Além disso, certifique-se que nenhum título da carteira tem um peso demasiado elevado e mantenha sempre uma boa diversificação, com pelo menos 10 empresas de diferentes mercados e setores de atividade. Por fim, o atual declínio dos mercados também pode ser uma boa oportunidade para (re)investir em empresas de qualidade a preços mais atrativos. Consulte os nossos conselhos nas páginas 9 a 11 e no nosso portal financeiro.

 
Bolsas
Lisboa
-4,1%
Nasdaq
-8,2%
Frankfurt
-5,7%
Nova Iorque
-8,5%
Londres
-4,3%
Paris
-5,6%
Madrid
-6,2%
Tóquio
-6,8%
Milão
-4,6%
Zurique
-5,7%
Ações
Sonae Capital
+0,4%
Mota-Engil
-10,0%
Jerónimo Martins
-1,2%
Navigator
-6,9%
Corticeira Amorim
-2,0%
NOS
-6,8%
EDP Renováveis
-2,0%
Galp Energia
-5,5%
Novabase
-2,9%
Sonae
-4,8%
Variação das cotações entre 01/02 e 08/02, em moeda local
Maiores subidas/descidas dos títulos nacionais seguidos na PROTESTE INVESTE

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