Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pela PROTESTE INVESTE. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.
1.º MÊS GRATUITO
Conselhos independentes de investimento

6 formas de ganhar dinheiro com o futuro

Data da publicação: 04/05/2018

Há cada vez mais empresas a tirar proveito da revolução digital em curso. Analisámos as 6 áreas que têm estado mais sob os holofotes e indicamos-lhe onde estão as melhores oportunidades de investimento.

No futuro, irá para o emprego num automóvel voador que se guia sozinho, conviverá com robôs que farão muitas tarefas que antes o aborreciam, e, com os avanços da medicina, poderá viver até aos 150 anos.

 

Parece impossível, mas o mundo nunca evoluiu tão rapidamente como nos últimos anos. Só as colónias de férias em Marte parecem um sonho inalcançável, pelo menos a curto e médio prazo.

 

Todos estes cenários, alguns virtuais, outros nem tanto, estão a atrair a atenção dos investidores.

 

Há cada vez mais empresas a apostar e a tirar proveito da revolução digital em curso. Analisámos as áreas que têm estado mais sob os holofotes e na vanguarda do desenvolvimento.

 

1. Cibersegurança sob ataque

A proliferação de ataques informáticos e a espionagem em larga escala entre nações têm impulsionado o setor da segurança cibernética.

 

Um dos maiores ataques ocorreu em maio de 2017, quando o WannaCry afetou o sistema operativo Windows da Microsoft de mais de 200 mil computadores, em 150 países.

 

Para permitir o acesso aos computadores bloqueados, exigiu o pagamento de um resgate em bitcoins. O ataque, porém, foi contido ao fim de poucas horas.

 

Nos últimos anos, surgiram, a par da já bem conhecida Symantec (Norton), especializada em antivírus, várias empresas vocacionadas para a segurança global de redes informáticas, ou deteção de potenciais ameaças. É o caso da Palo Alto Networks, da Check Point Solutions, da Fortinet ou da Trend Micro.

 

Os gigantes tecnológicos que já existem no mercado também não podem ser ignorados.

 

Seduzidos pela perspetiva de crescimento da área, querem ocupar um dos lugares da frente. É o caso da Cisco Systems. Apesar de a segurança cibernética representar menos de 10% do seu volume de negócios, a empresa norte-americana quer afirmar-se neste segmento, sobretudo através de aquisições.

 

Não é a única. A Intel foi precursora ao comprar a McAfee, em 2010, e tem a nossa recomendação de compra. A Alphabet (Google) também anunciou recentemente o lançamento de uma subsidiária, e a IBM oferece já muitos serviços nesta área.

 

Segundo os especialistas em segurança cibernética, é um verdadeiro desafio: os gigantes estão a ganhar quota de mercado, aproveitando a sua gigante capacidade financeira.

 

Apesar de desfrutar de perspetivas de crescimento atrativas, consideramos que, em média, o setor não é um bom investimento. A concorrência é forte, especialmente dos gigantes tecnológicos, e pesará sobre uma rentabilidade que já é baixa. Muitas empresas já atingiram uma cotação muito elevada e a sua qualidade deixa a desejar.

 

Algumas registam perdas ou são financeiramente frágeis. Se ainda assim quiser investir, consulte o ETFS ISE Cyber Security UCITS (ISIN: DE000A14ZT85).

 

2. Fintech gozam de popularidade

As novas tecnologias estão a agitar o setor financeiro. Conhecidas como fintechs, várias empresas surgiram nos últimos anos, aproveitando uma certa inércia dos gigantes financeiros, bancos e seguradoras, para oferecer novos serviços a preços mais competitivos.

 

A gama de oferta inclui plataformas de empréstimos pessoais, pagamentos e ferramentas de gestão de património. Para não perder o comboio, algumas instituições, como o BNP Paribas, Santander e Visa compraram fintechs ou formaram parcerias para se modernizarem e se apropriar da tecnologia.

 

A popularidade das fintech e a digitalização do setor financeiro levaram a um forte aumento das cotações e muitas ações estão sobreavaliadas.

 

Se considerarmos o risco, esta é uma área na qual não deve apostar. O setor ainda é jovem e o seu enquadramento legal pode ser fortemente alterado nos próximos anos (regulação, etc.).

 

Pela sua natureza, as tecnologias podem ser rapidamente superadas por outras em alguns meses, pondo em causa a viabilidade de muitas empresas.

 

Ninguém sabe quem vencerá e por quanto tempo o vencedor permanecerá no pódio. Se esta perspetiva não o abala, tem disponível o ETF Global X FinTech (ISIN: US37954Y8140). Este fundo cotado investe em 32 empresas do setor financeiro que querem ser disruptivas, incluindo Wirecard, PayPal e Square.

 

3. De olho nos robôs e na automação

O setor de robótica e automação está em crescimento há já vários anos. Robôs e sistemas de automação “aprendem” e ajudam os humanos em áreas tão diversas como a da cirurgia e dos automóveis autónomos.

 

A indústria é a que mais beneficia dos desenvolvimentos em inteligência artificial. Utilizada há décadas, a robótica está a avançar a passos largos, permitindo baixar os custos de mão-de-obra e aumentar a produtividade.

 

É um mercado que está muito dependente da China, onde a taxa de robotização continua baixa: 68 robôs industriais por 10 mil trabalhadores (no topo está a Coreia do Sul com 631 robôs). Se os chineses triplicarem o número de robôs até 2025, como pretendem, a procura pode aumentar entre 10% e 15% por ano.

 

O setor é globalmente lucrativo, mas depende de investimento e permanece ligado aos ciclos da economia. Qualquer abanão no crescimento, nomeadamente na China, prejudicaria muito as vendas.

 

O setor inclui grandes grupos como o ABB (Suíça) e o Rockwell Automation (EUA), que se dedicam parcialmente a esta atividade, e empresas de menor dimensão como a Fanuc (Japão) ou a Kuka (Alemanha), cujo núcleo de negócio é a robotização.

 

A especulação em torno deste setor e a perspetiva de fusões e aquisições entre os grupos estimularam as cotações nos últimos meses.

 

Embora o seu potencial não esteja esgotado, grande parte desse dinamismo já foi incorporado. Considerando as perspetivas de crescimento, pode argumentar-se que as empresas não estão muito caras. Contudo, parece mais prudente esperar que recuem para valores mais baixos para investir. Dispõe do ROBO Global Robotics and Automation ETF (IE00BMW3QX54) e do fundo Pictet Robotics (LU1279334483).

 

4. Vale a pena apostar na saúde

O aumento da esperança de vida aliado ao crescimento da população mundial – 10 mil milhões de pessoas, em 2050 (ONU) – são tendências que tornam o setor da saúde um dos mais interessantes em termos de investimento. A proporção de pessoas com mais de 60 anos quase duplicará até 2050, subindo a incidência de doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson).

 

Os novos estilos de vida (mais stress, poluição, maus hábitos alimentares...) também resultarão num aumento de muitas doenças.

 

Neste contexto, há inúmeras áreas de pesquisa promissoras para as farmacêuticas. Novos tratamentos inovadores para doenças ainda “órfãs” (doenças genéticas raras) ou longe de serem curáveis (por exemplo, vários tipos de cancro).

 

O setor, no entanto, também comporta riscos. Com orçamentos cada vez mais apertados e céticos pelos abusos trazidos à tona nos últimos anos, os Estados exercem pressão sobre as empresas ligadas à saúde e, em particular, sobre os preços dos medicamentos e equipamentos.

 

Nos Estados Unidos, onde os preços são definidos livremente pelas companhias do setor, os compradores, sejam hospitais ou seguradoras, agruparam-se para conseguir descontos.

 

A inovação em tratamentos de alto valor acrescentado é, portanto, o ponto onde o setor deverá concentrar-se. Com um senão. Os laboratórios estão cada vez mais focados nos mesmos temas, o que aumenta a concorrência. As falhas no desenvolvimento de produtos são comuns bem como a recolha de dispositivos e produtos com problemas de qualidade.

 

Apesar de todos estes riscos, acreditamos que o setor da saúde (farmacêuticas, biotecnológicas, fabricantes de equipamento médico) está cotado a níveis ainda atrativos e tem potencial. Recomendamos o Lyxor UCITS ETF MSCI World Health Care (ISIN: LU0533033238) e o NN (L) Health Care X Cap EUR (ISIN: LU0341736642).

 

A indústria da marijuana (canábis), para fins terapêuticos e de lazer, também está a crescer rapidamente. Nos Estados Unidos da América, há já um índice de empresas ligadas ao setor (Prime Alternative Harvest Index), no qual pode investir através do ETFMG Alternative Harvest ETF. Este fundo, lançado a 26 de dezembro de 2017, teve uma rápida adesão. No Canadá surgiu o primeiro ETF de marijuana medicinal, o Horizons Medical Marijuana Life Sciences Index ETF, transacionado na bolsa de Toronto desde abril de 2017.

 

A procura por esta planta está estimada em 27 milhões de toneladas por ano e a tendência é para aumentar.

 

Não há dúvida de que, com a legalização do consumo de canábis, uma nova economia com potencial está a surgir. No entanto, este setor é jovem e algumas empresas que integram o Horizons Medical Marijuana Life Sciences Index ETF, como a Aphria, a Aurora Cannabis e a Inser Therapeutics, apresentam ainda um perfil de alto risco.

 

As cotações oscilam ao sabor dos comunicados e desmentidos, notícias e rumores. Aconselhamos, por isso, prudência. Por enquanto, mantenha-se afastado da marijuana. Deixe a “semente germinar” o tempo suficiente para ganhar solidez.

 

5. A euforia das tecnologias disruptivas

Tecnologia disruptiva é um conceito em voga. A Airbnb e a Uber são o melhor exemplo. Sem possuir qualquer hotel ou frota de automóvel, criaram plataformas tecnológicas que transformaram a vida de milhões de pessoas e vieram ameaçar empresas tradicionais confortavelmente estabelecidas. São, por isso, disruptivas. E em pouco tempo, tornaram-se multinacionais.

 

A vantagem das tecnologias disruptivas reside no facto de não se limitarem ao setor tecnológico em sentido estrito. Podem abranger áreas como a saúde, indústria, telecomunicações, media ou energia.

 

Com o crescimento da internet móvel, novos serviços disruptivos surgirão. Para já, estas empresas são aclamadas pelos investidores, como revela o desempenho destes títulos cotados em Wall Street.

 

Vale a pena investir? Não. A euforia em torno destas empresas levou a cotações exageradas. Embora muitas sejam lucrativas, como a Amazon e o Facebook, têm múltiplos de avaliação elevados e correm um risco alto de dececionarem.

 

Outras, como é o caso da Tesla, acumulam perdas abissais. Será que a Uber alcançará o equilíbrio operacional antes de entrar na bolsa no próximo ano? Não há certezas sobre as ações que serão vencedoras. Algumas entrarão na falência nos próximos anos mercê dos golpes de uma concorrência... ainda mais disruptiva.

 

Confirmando a moda, o Parvest Equity World Technology, lançado em 1997, mudou de nome, no ano passado, para Parvest Disruptive Technologies (LU0823421689). Outro produto é o ETF ALPS Disruptive Technologies (US00162Q4780), composto por 100 companhias de 10 setores mais expostos às tecnologias disruptivas. Contudo, as cotações destes títulos estão, na maioria, muito sobreavaliadas. Fique afastado.

 

6. Há mais vida na blockchain

A maioria das pessoas associa a blockchain à tecnologia que está por detrás das criptomoedas, mas há cada vez mais empresas e organizações a estudar o seu potencial para resolver problemas do mundo real.

 

As vantagens estão na segurança da criptografia que gera e no facto de funcionar como um registo que acompanha todo um processo sem depender de uma única autoridade central.

 

O setor financeiro é o principal candidato, sobretudo nos processos como a validação de transferência de dinheiro e bens ou registos de propriedade, que, nos moldes atuais, são morosos e exigem a intervenção de várias partes.

 

O JP Morgan Chase foi um dos primeiros a testar a blockchain e tem o seu projeto Quorum, baseado na tecnologia da Ethereum. Esta introduziu os smart contracts, que se executam segundo condições previamente estipuladas, sem a necessidade de intervenientes.

 

Mas há outros interessados. A IBM e a Intel estão a testar o uso da blockchain na segurança alimentar, para acompanhar o percurso do pescado desde que é capturado até ao consumidor.

 

A Intel tem parceiros de peso (Huawei, Amazon) na sua iniciativa Sawtooth, e a Microsoft procura integrar esta tecnologia na solução de Cloud Azure, com o sistema Coco, que já é compatível com o protocolo da Ethereum.

 

Em janeiro, foram lançados dois fundos cotados em bolsa (ETF) focados em empresas líderes no desenvolvimento desta tecnologia: o Reality Shares Nasdaq NexGen Economy (BLCN: ISIN US75605A7028) e o Amplify Transformational Data Sharing (BLOCK; ISIN US0321086078).

 

Estes ETF, ainda sem histórico, não nos parecem suficientemente interessantes para recomendar a compra. Distinguem-se pouco dos ETF do setor tecnológico, com a agravante de terem custos superiores de gestão (à volta de 0,70%).

 

Uma forma de beneficiar da blockchain é apostar em empresas como a IBM e a Intel, detidas por ambos os ETF.


Avaliação a pedido

Analisamos o seu produto financeiro

a minha carteira

Teste as suas estratégias de investimento
Criar  

Conteúdo reservado para subscritores X

Vantagens exclusivas

  • Conselhos isentos
  • Avaliação de produtos financeiros
  • Carteiras de ações e de fundos

"Sigo os conselhos da Proteste Investe e, este ano, estou a ter uma rentabilidade de 5% na minha carteira de investimento."