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Facebook volta a utilizar dados dos utilizadores de forma pouco transparente

04 fev 2019

Numa altura em que celebra 15 anos, a última notícia sobre o Facebook está relacionada com o pagamento a menores (entre os 13 e 16 anos), de cerca de 17 euros, para ter acesso total aos seus dados, mensagens privadas, fotografias e atividade online.

O objetivo será a realização de um estudo, com critérios e finalidades que se desconhecem, sobre redes sociais.

Esta denúncia junta-se a um leque de acusações que motivaram a DECO PROTESTE, em conjunto com outras organizações de defesa do consumidor, a levar a tribunal uma ação judicial contra o Facebook onde defende uma indemnização pelo uso indevido dos dados dos utilizadores, numa compensação nunca inferior a 200 euros, por cada ano de conta nesta rede social.

O estudo em causa, que implica a instalação de uma aplicação, procura utilizadores a partir dos 13 anos e, na maioria dos casos, sem requerer a necessária autorização dos pais. A aplicação em questão franqueia o acesso aos dados dos utilizadores, mensagens privadas, fotografias e atividade online, sem o seu total conhecimento.

Este tema ganhou contornos globais quando, em março de 2018, rebentou o escândalo Cambridge Analytica, revelando que o Facebook tinha transferido os dados de milhões dos seus utilizadores (incluindo 63 mil portugueses) para a empresa de consultoria e marketing, sem o conhecimento ou consentimento dos interessados.

Esta prática tornou evidente que os dados do Facebook são partilhados ilegalmente, em grande escala e com fins lucrativos, sem a autorização dos utilizadores.

 

Falha de segurança expõe dados de mais de 166 mil utilizadores na Índia

Uma falha de segurança na maior base de dados do mundo (que contém os números de identificação de mais 1,2 mil milhões de indianos), alertou para a importância da proteção de dados.

A falha permitiu o acesso aos números de identificação, nomes, profissões, endereços de e-mail e números de telefone parciais de mais de 166 mil pessoas.

Este caso sublinha a importância do trabalho que a DECO PROTESTE tem vindo a realizar no campo da proteção de dados dos consumidores.

 

Ação judicial contra o Facebook

A ação judicial que a DECO PROTESTE contra o Facebook exige que cada utilizador português receba uma indemnização pelo uso indevido dos seus dados. E que esta nunca seja inferior a 200 euros por ano de conta nesta rede social.

Mais de 38 mil portugueses já manifestaram o seu descontentamento com a utilização indevida dos seus dados através do registo na ação judicial. Saiba mais no site da DECO PROTESTE em https://www.deco.proteste.pt/acoes-coletivas/os-meus-dados-sao-meus e assista ao nosso vídeo da iniciativa junto dos consumidores https://www.deco.proteste.pt/institucionalemedia/imprensa/videos-institucionais