Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos. A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pela DECO PROTESTE. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização. Ao utilizar o nosso website você aceita desta Política e consentimento para o uso de cookies. Você pode alterar as configurações ou obter mais informações em aqui.

Ambiente

Água de fontanários de má qualidade

30 jun 2011
Em Portugal, há fontes a jorrar água sem qualidade que, por ameaçarem a saúde pública, deveriam estar interditas aos cidadãos: esta é a principal conclusão do nosso estudo a 35 fontanários.

No total, 12 fontes fornecem água imprópria para consumo. As autoridades regionais (câmaras municipais, juntas de freguesia e delegações de saúde) já estão a par dos resultados.

Em Caneças, Odivelas, a água excede o limite máximo de chumbo e alumínio. Em Abrantes, os valores de manganês, metal pesado perigoso por acumular-se no organismo, são elevados. Nas restantes 10 (Almeida, Baião, Beja, Elvas, Loulé, Nisa, Santarém, Santiago do Cacém, Vale de Cambra e Santa Maria de Viseu), há contaminação bacteriológica por E. Coli, Enterococus, Clostridium Perfringens ou coliformes fecais. Consulte os resultados completos.

Febre, diarreia e vómitos são sintomas comuns, típicos de gastroenterite e intoxicação alimentar. Infeções urinárias e, mais raramente, endocardite bacteriana, são também efeitos dessa contaminação. Crianças, idosos e indivíduos debilitados podem ser os mais afetados.

Nenhum fontanário deveria estar disponível sem garantir requisitos mínimos de potabilidade da água. Ligar os fontanários à rede pública de abastecimento e colocar torneiras com temporizador manteria a sua utilidade e segurança. Na impossibilidade de aplicar a medida, a água só deve ser distribuída com monitorização regular e inserir-se no Plano de Controlo da Qualidade da Água. A lei prevê que, se não integrarem este plano, as entidades gestoras devem afixar no fontanário um alerta sobre a falta de controlo da água, uma medida que se tem revelado insuficiente para impedir o consumo.

É necessário mudar a atual legislação para evitar situações dúbias sobre a responsabilidade na gestão das fontes e a qualidade da água que fornecem. O fecho é a solução limite. Pode ser impopular, mas é mais seguro do que o aviso de “água não controlada”. Caso a opção não seja esta, é indispensável afixar um boletim atualizado de análises a informar se a água está apta para consumo. A saúde pública está em perigo.