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Segurança de produtos e serviços

Obras urgentes em 7 parques de estacionamento

28 jan 2010
Nos 7 estacionamentos com pior avaliação, algumas zonas deviam ser in­terditas para obras até permitirem uma evacuação rápida e segura.

Dos 23 parques subterrâneos de Lisboa e Porto inspeccionados, 17 obtiveram nota negativa e, destes, 7 precisam de intervenção urgente. 

Orientada pela sinalética até às saídas, a equipa da DECO PROTESTE fez o exercício de emergência. A falta de saídas para o exterior ou zona protegida e caminhos longos e confusos penalizam alguns parques. Muitos não têm saídas para o exterior ou comunicam com locais desprotegidos do centro comercial. Num incêndio, aqueles podem ser invadidos pelo fumo e fogo.

Em 8 parques não foram encontrados sprinklers ou aspersores de água automáticos nos tectos em toda a área de estacionamento. “Estes equipamentos são decisivos no primeiro ataque às chamas e já são obrigatórios em muitos países, como Estados Unidos e Nova Zelândia”, alerta a PROTESTE.

Só 6 parques têm compartimentação nas rampas entre pisos com porta corta-fogo. Já a insuficiente protecção das entradas e saídas para as escadas e elevadores é comum. Nalguns casos, a separá-las da garagem está apenas uma porta de vidro, incapaz de travar a propagação de um incêndio.

Para a DECO, estes problemas são inadmissíveis à luz dos conhecimentos técnicos actuais. Mas a lei em vigor desde 2009 não obriga as entidades gestoras ou proprietários dos parques construídos antes desse ano a modificar a construção para níveis mínimos de segurança. Só prevê medidas de auto­proteção, como formação e simulacros para alguns, o que é insuficiente.

A DECO já informou a Autoridade Nacional de Protecção Civil e exigiu alterações à lei ao Ministério da Administração Interna. Os critérios de construção contra incêndio e para evacuação, a aplicar nos parques anteriores a 2009, devem ser mais exigentes para proteger os consumidores.