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Direitos dos Consumidores

Inquérito: Não conhecemos, não confiamos

25 ago 2016
Os resultados do nosso primeiro inquérito sobre a confiança dos consumidores num conjunto de instituições nacionais e internacionais são arrasadores.

Genericamente, desconhecemos o seu funcionamento e, militantemente, duvidamos da sua isenção, questionamos a sua autonomia e relativizamos a sua capacidade.

 

 

Se por um lado, e por que este inquérito foi aplicado noutros países europeus, os portugueses aparecem como um dos povos menos informados sobre o funcionamento, formação e competências das instituições internacionais. Por outro, não é menos interessante inverter o ponto de vista e perceber o paradoxo – como é que instituições que têm um impacto tão grande nas nossas vidas são tão pouco conhecidas?

 

 

O nível de desconfiança, por exemplo, relativamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização Mundial de Saúde e Parlamento Europeu oscila entre os 60 e os 70%, espelhando elevados níveis de desconhecimento (no mesmo nível percentual) relativamente ao seu funcionamento, objetivos e composição.

 

 

Quanto às instituições nacionais, 77% dos inquiridos não sabem quais são os seus direitos enquanto utentes do Serviço Nacional de Saúde. Setenta e quatro por cento não confiam no Banco de Portugal enquanto entidade supervisora do sistema bancário.

 

 

O ranking da confiança dos portugueses espelha o ceticismo nacional relativamente às instituições abrangidas pelo nosso estudo.

 

 

De 1 a 10, os portugueses que responderam ao nosso inquérito não confiam acima dos 5,9, uma positiva à tangente para instituições tão díspares como o exército e a polícia (ambos com 5,9), o sistema público de ensino (5,6), a Igreja (5,4) ou a televisão pública (5,3).

 

 

Não será por acaso, no contexto da crise económica dos últimos anos, que o FMI, o Banco de Portugal e o Banco Mundial estão no fim da lista, não logrando, sequer, atingir os 3,5 de confiança.


Consulte o estudo