Institucional

A DECO

23 novembro 2016
a deco

23 novembro 2016
Somos uma organização que representa e defende os consumidores portugueses. O nosso percurso é construído por décadas de lutas, desde os anos 70, pela defesa dos direitos dos consumidores. Há mais de 40 anos que a DECO aposta na proximidade e apoio ao consumidor por todo o País. 

Democracia e defesa do consumidor

O debutar da defesa dos direitos do consumidor em Portugal acontece em 1971, num colóquio organizado pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), uma associação cívica empenhada na análise da cidadania e atenta aos desequilíbrios na sociedade portuguesa. A origem da nossa organização surge aqui.

A DECO é registada a 12 de fevereiro de 1974, poucas semanas antes do 25 de abril e da viragem histórica do País, que conduz Portugal à Democracia. No sábado seguinte, a primeira ação no terreno: a análise de preços de um cabaz de 31 produtos, avaliados no mesmo dia, em dois supermercados.

A primeira estrutura da DECO assenta em alguns grupos de trabalho com missões distintas, mas que já indiciam a amplitude da sua intervenção futura: informação, apoio jurídico e representação dos consumidores, análise de produtos e de serviços, preparação do lançamento de um boletim informativo e expansão regional da organização.

Em janeiro de 1979, a DECO avança com as Jornadas sobre a Defesa do Consumidor. A organização destes debates desperta os portugueses para a defesa dos direitos dos consumidores. Num ano, o número de sócios quintuplica. Está criado o ambiente para o lançamento da revista PROTESTE. 

Os anos 80 marcaram a consciencialização dos consumidores. A DECO expande o seu trabalho e torna-se uma referência da defesa do consumidor em Portugal e na Europa. 

A década de 90 é decisiva para o crescimento da Associação e a profissionalização da sua revista que, pelo aumento muito significativo de tiragem, justifica a criação da Editora EDIDECO, hoje DECO PROTESTE. É neste período que a afirmação da DECO como organização da defesa do consumidor verdadeiramente nacional é plena. 

Até ao ano de 2000, são criadas as delegações regionais da Associação no Norte, Coimbra, Santarém, Évora, Algarve e Minho. Estas estruturas regionais permitiram um aumento da nossa intervenção pública e reforçaram a proximidade ao consumidor.

O reconhecimento do papel da DECO pelas suas congéneres europeias e organizações internacionais foi crescendo ao longo dos anos, sendo membro ativo de muitos grupos de trabalho europeus, lutando, também, pelos direitos dos consumidores portugueses enquanto cidadãos europeus.

Entre as muitas ações populares interpostas pela DECO, destaca-se a movida contra a gigante Portugal Telecom. Logo no início deste século, em 2003, a DECO vence no Supremo Tribunal de Justiça esta ação e obteve benefícios para muitos milhares de consumidores. 

Novas formas de pressão e protesto são experimentadas com sucesso e em 2010 realiza-se a primeira petição pública da associação: electricidade sem extras. Juntaram-se ao protesto 170 mil portugueses. 

Em 2014, 40 anos passados sobre a sua fundação, a DECO dinamizou o movimento de defesa dos consumidores nos Países de Língua Oficial Portuguesa, dando origem à CONSUMARE, uma comunidade internacional unida pela defesa dos consumidores dos diversos países, de que detém, atualmente, a presidência da direção.  

A DECO procura estar ao lado de todos os consumidores, acompanhando sempre as alterações, complexidades e agressividade do mercado. Assim, ouve-os, acompanha-os e, sobretudo, defende-os e representa-os, exigindo continuamente a reposição dos seus direitos.

A formação e a educação do consumidor tornam-se atividades fundamentais da DECO que, através da DECO Forma e DECOJovem, reforça o nosso compromisso de trabalhar para uma geração de consumidores mais informada, mais consciente dos seus direitos e dos mecanismos existentes para a sua afirmação e defesa. O Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado é hoje parte fundamental da nossa marca e reflete a nossa preocupação crescente de tentar responder aos mais prementes problemas e dúvidas financeiras das famílias portuguesas.


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