Notícias

Inflação: cabaz de Natal 17,84% mais caro do que em janeiro

Um cabaz alimentar com 16 produtos natalícios pode custar quase 45 euros. A DECO PROTESTE fez as contas e, a um mês da ceia de Natal, o preço dos alimentos está 17,84% mais caro do que no início do ano.

22 novembro 2022
família reunida na ceia de Natal

iStock

Diz a tradição que a consoada pede bacalhau cozido com couves e batatas, peru assado no forno com um bom vinho a acompanhar e uma mesa repleta de rabanadas, filhoses ou outros doces costumeiros. Mas, para muitos portugueses, este ano, a ceia poderá ser mais singela. É que o preço dos alimentos não para de subir e, a apenas algumas semanas da noite de Natal, alguns dos produtos essenciais na mesa de muitas famílias estão significativamente mais caros.

Mesa de Natal pode custar quase 45 euros

A análise semanal a um cabaz com alimentos essenciais tem mostrado que alimentar uma família sai cada vez mais caro. Para perceber se também este Natal representará um maior esforço financeiro para os consumidores portugueses, a DECO PROTESTE escolheu 16 produtos tipicamente usados na confeção da consoada:

  • açúcar branco;
  • farinha para bolos;
  • batata vermelha;
  • leite UHT meio-gordo;
  • seis ovos;
  • couve;
  • óleo alimentar 100% vegetal;
  • carcaça tradicional;
  • perna de peru;
  • bacalhau graúdo;
  • arroz carolino;
  • azeite virgem extra;
  • tablete de chocolate para culinária;
  • abacaxi;
  • vinho branco DOC Alentejo;
  • vinho tinto DOC Douro.

Para avaliar a sua evolução, a DECO PROTESTE calculou o preço médio por produto em todas as lojas online do simulador em que se encontra disponível. Posteriormente, foi somado o preço médio de todos os produtos e obtido o custo total do cabaz para um determinado dia.

Um cabaz com 16 produtos natalícios custava, a 9 de novembro, quase 45 euros.

Os números mostram que, entre 5 de janeiro e 9 de novembro, o cabaz com estes 16 produtos já aumentou 17,84%, ou seja, 6,78 euros, custando agora 44,81 euros. No entanto, este valor sobe se precisar de quantidades maiores, uma vez que só foram considerados neste cabaz uma unidade de cada produto ou um quilo, no caso dos produtos vendidos a peso (bacalhau, perna de peru, batata, couve e abacaxi). 

Açúcar já aumentou quase 60 cêntimos

O açúcar branco é, entre todos os produtos do cabaz, aquele que registou a maior subida de preço desde janeiro. Entre 5 de janeiro e 9 de novembro, a subida foi de 52% (mais 0,57 cêntimos), com um pacote de um quilo de açúcar a custar agora, em média, 1,67 euros. No entanto, no período em análise, todos os produtos viram o seu preço aumentar. A farinha para bolos custa agora mais 45% do que em janeiro. Já as batatas aumentaram 34% face ao início do ano.

O açúcar foi o produto do cabaz com a maior variação de preço desde janeiro (52 pontos percentuais) (Gráficos: Pedro Nunes).

No leite, nos ovos e na couve as subidas chegaram aos 33%, 32% e 30%, respetivamente. O óleo alimentar 100% vegetal e o azeite virgem extra viram os seus preços aumentar, no período em análise, 26% e 13%, respetivamente. Já uma garrafa de vinho branco custa agora, em média, 2,64 euros, e uma garrafa de vinho tinto pode custar, em média, 4,53 euros, mais 9% e 3% do que em janeiro, respetivamente.

É possível poupar nas idas ao supermercado. Compare os preços por litro, quilo ou unidade entre os produtos de várias marcas. Para obter uma poupança ainda maior, aceda ao simulador de preços dos supermercados online e saiba qual o mais barato no seu concelho.

Escolher supermercado online mais barato

Junte-se à maior organização de consumidores portuguesa

A independência da DECO PROTESTE é garantida pela sustentabilidade económica da sua atividade. Manter esta estrutura profissional a funcionar para levar até si um serviço de qualidade exige uma vasta equipa especializada.

Registe-se para conhecer todas as vantagens, sem compromisso. Subscreva a qualquer momento.

Junte-se a nós

 

O conteúdo deste artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais com o consentimento expresso da DECO PROTESTE, com indicação da fonte e ligação para esta página. Ver Termos e Condições.