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Comprar nacional: código de barras dá poucas garantias

15 julho 2013 Arquivado

15 julho 2013 Arquivado

Apesar dos apelos em nome do crescimento da economia, não é fácil identificar os produtos de origem nacional.

Na fruta, vegetais, azeite, mel e carne bovina, a rotulagem do país de origem é obrigatória, mas não para a maioria dos produtos. A regra poderá aplicar-se a toda a carne e peixe, após a aprovação recente do Parlamento Europeu.

Nos embalados, o código de barras não é uma garantia: por detrás do prefixo 560 pode estar produção estrangeira, existem diferentes tipos de codificação e a adesão às suas normas é facultativa.

O código mais comum é composto por 13 dígitos e atribuído pela GS1, entidade formada por 108 organizações que operam em mais de 150 países. Cada país tem o seu prefixo. O afamado prefixo 560, que apadrinhou um movimento pela compra de produtos nacionais, identifica apenas que a empresa detentora da marca tem registo comercial em Portugal. Nada garante que se trata de um produto de origem portuguesa.

Uma empresa nacional pode ter cá a sua sede, mas fabricar os seus produtos noutros países ou incorporar materiais importados. Também uma marca internacional pode ter uma filial no nosso país e ser comercializada com o registo português.

Mais: não encontrar o 560 não significa que o produto seja estrangeiro. A empresa que o representa pode estar registada noutro país e, por isso, o código é diferente. Se detetar um código de barras sem os 13 dígitos, o produto pode usar outro sistema de codificação e ser mais “made in Portugal” do que aparenta.

Estrutura do código GS1, o mais utilizado 

Os 3 primeiros números, ou prefixo, indicam apenas o registo comercial da marca. A produção pode ser feita fora.

Exemplo de um produto nacional que utiliza outro sistema de codificação, sem o prefixo 560.