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Código de barras não garante que é nacional

O prefixo 560 do código de barras não significa tratar-se de um produto nacional. Saiba como descobrir se o produto é realmente português. 

  • Dossiê técnico
  • Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Filipa Nunes
22 junho 2020
  • Dossiê técnico
  • Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Filipa Nunes
Pessoa a ler o código de barras de um produto

iStock

Comprar alimentos produzidos em Portugal é um desejo de muitos consumidores. Além de fomentar a economia do País, ao adquirir produtos locais, contribui para a sustentabilidade do Planeta. Pensar que o prefixo 560 no código de barras garante que o produto é nacional é um erro. Poderá ter sido comercializado por uma empresa portuguesa, mas a matéria-prima ser estrangeira. Saiba como descobrir se o produto é realmente português. 

Fruta, vegetais, carne e peixe a granel

Nos produtos vendidos a granel, é bastante fácil identificar a nacionalidade.

  • Nas frutas e nos legumes, a origem tem de estar afixada junto do preço.
  • Na carne fresca, refrigerada ou congelada de animais das espécies ovina ou caprina, suína e aves de capoeiras, a menção “Origem Portugal” só pode ser utilizada caso o operador da empresa prove que a carne foi obtida a partir de animais nascidos, criados e abatidos em Portugal.
  • No peixe, poderá encontrar essa informação através da zona de captura.

Como identificar a origem nos alimentos embalados

Nos alimentos embalados, apenas a fruta, os vegetais, o azeite, o mel e a carne bovina têm obrigatoriedade de indicar o país de origem na rotulagem. Perante a ausência dessa informação escrita no rótulo ou por algum tipo de sinalética, pouco pode fazer para descobrir a verdadeira nacionalidade.

Na verdade, o prefixo 560 no código de barras indica apenas que a marca foi registada pela GS1 Portugal, a entidade responsável pela introdução dos códigos de barras no nosso País a marcas suas associadas. Mas não há garantia de que se trate de um produto de origem nacional. Por detrás do prefixo 560 podem estar matérias-primas de origem estrangeira, como as sementes de abóbora que apresentamos no fotografia em baixo: encontra o “código 560” num produto cuja a matéria-prima é importada, mas comercializado sob marca própria, por uma empresa portuguesa.

Além disso, existem diferentes tipos de códigos de barras, sendo que a adesão às suas normas é facultativa.

 

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O prefixo 560 do código de barras destas sementes de abóbora poderia levar a crer tratar-se de um produto português, quando, na realidade, foram importadas da China. Neste caso, o prefixo apenas indica que a empresa que tratou do embalamento é portuguesa.

 

Código de barras não revela nacionalidade

O código de barras mais comum é composto por 13 dígitos e atribuído pela GS1, entidade composta por 114 organizações que operam em mais de 100 países. Cada país tem o seu prefixo. O afamado prefixo 560 identifica apenas que o código de barras foi atribuído a uma empresa que integra a GS1 Portugal. Uma empresa pode ter cá a sua sede, mas fabricar os seus produtos noutros países (e vice-versa) ou importá-los. 

Se o código de barras começar por outros algarismos, que não o 560, ou incluir um código de barras inferior a 13 dígitos, também não significa que o produto seja estrangeiro. A empresa que o representa pode estar registada noutro país ou usar um sistema de codificação diferente.

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