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Voos cancelados e atrasados aumentam queixas da TAP

No ano em que os portugueses voltaram a viajar, más experiências com voos da Transportadora Aérea Nacional (TAP) motivaram mais de quatro mil queixas à DECO PROTESTE. Os atrasos e cancelamentos explicam grande parte da contestação ao operador aéreo.

15 dezembro 2021
Avião da TAP desfocado

iStock

Muitos voos cancelados, atrasos constantes, testes à covid-19 expirados que já não permitiam entrar em voos que se atrasaram e vouchers que transitaram de 2020 e não se converteram nas viagens desejadas são os principais motivos de indignação dos consumidores que nos relataram uma má experiência com a TAP. A situação repetiu-se um pouco por todos os meses do ano e ganhou especial relevância durante o verão, quando muitos portugueses tentar retomar deslocações adiadas pelo contexto de pandemia. A falta de informações da TAP em tempo útil foi também uma falha apontada com muita frequência à transportadora aérea nacional por quem se viu impossibilitado de viajar na data ou hora agendada. Desde o início do ano, a DECO PROTESTE contabilizou 4167 pedidos de ajuda, que chegaram via e-mail, serviço de apoio telefónico e ainda através do portal Reclamar.

A renovação indesejada de contratos com a Medicare foi também tema de muitas queixas em 2021. É notório o desconhecimento de muitos consumidores face às características contratuais de um plano de saúde, o que leva muitos portugueses a acreditarem que basta não pagarem as mensalidades do produto para que o respetivo contrato seja cancelado, tal como acontece, por exemplo, com os seguros de saúde. Ora, como os planos de saúde não são seguros, a falta de pagamento não anula o contrato e ainda gera uma dívida, que virá a ser cobrada com juros. É quando se apercebem desta realidade que muitos consumidores nos pedem ajuda. Só desde o início do ano, já esclarecemos e procurámos ajudar 2736 consumidores com queixas relacionadas com a Medicare.

Indignação é também o estado de alma dos 2277 consumidores que nos reportaram queixas dos CTT. Na maior parte dos casos, os consumidores aguardavam por entregas de correspondência ou encomendas que não chegaram ao seu destino, culpabilizando os serviços de distribuição postal pela ineficácia na entrega. Há quem relate casos de distribuidores que não tocam à campainha dos destinatários, conduzindo as encomendas para as estações de correios. Há também quem se queixe dos atrasos na distribuição e da falta de informação disponível na linha de atendimento dos CTT.

Sem grandes surpresas, o setor das telecomunicações é aquele que reúne maior número de reclamações em todo o ano 2021. MEO, NOS, Vodafone, NOWO e outros operadores de telecomunicações somaram 26 801 queixas reportadas à DECO PROTESTE desde o início do ano. Problemas com a faturação, cobrança de dívidas antigas, quebras na qualidade do serviço e tentativas falhadas de desvinculação contratual estão entre as queixas mais frequentes.

Desde o início do ano, a DECO PROTESTE já recebeu mais de 277 mil contactos de consumidores que nos pediram ajuda para resolver situações de conflito com vendedores, distribuidores, cobradores, prestadores de serviços, entidades públicas e privadas. Além do serviço de atendimento jurídico, que trata de cada caso com o apoio de meia centena de juristas, a DECO PROTESTE disponibiliza ainda o portal RECLAMAR, onde todos os consumidores podem reportar publicamente as suas histórias. Só este ano, foram registadas mais de 25 mil queixas no portal. Em média, o tempo de resposta das empresas visadas nas queixas foi de cinco dias.

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