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Um ambiente de justiça para os consumidores

Mobilidade em teste

conferencia Deco  

Marina Pimentel, da Rádio Renascença, moderou este painel, que integrou
Dimitri Vergne, António Cavaco e Filipe Araújo.
 

Outro dos painéis teve como mote o problema das emissões automóveis. A fiabilidade dos testes foi posta em causa – e acentuada com a fraude da Volkswagen, conhecida como dieselgate, em que um software permitia ao fabricante “camuflar” os valores reais das emissões – e por isso as associações de consumidores, um pouco por toda a Europa, defendem novas metodologias para testar os automóveis.

Os novos testes WLTP, que avaliam com mais precisão o desempenho dos veículos, aliados às atualizações contínuas das normas europeias de emissões e a possibilidade de realizar testes em condições reais de condução, podem ser um caminho para minimizar estes problemas. Foi este, em termos gerais, o tom do testemunho do técnico da DECO PROTESTE do setor automóvel, Alexandre Marvão. Do painel fazia parte Dimitri Vergne, especialista do BEUC nesta área, António Cavaco, diretor do Departamento Económico-Estatístico da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) e Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto. O debate centrou-se na responsabilidade pública em torno das emissões poluentes. Vergne fez a defesa das limitações definidas pela União Europeia, mas que podem ir um pouco mais além, a curto e a longo prazo. António Cavaco discorda da metodologia de alguns dos novos testes, e diz que é preciso “aumentar a cobertura das redes de carregamento de carros elétricos e melhorar a sua autonomia”. Araújo deu alguns exemplos da transição “verde” que está a ser experimentada, há alguns anos, na mobilidade no Porto.