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Transportes públicos ineficazes em 6 cidades

A maioria dos portugueses aponta o dedo à ineficiência da rede de transportes públicos, revela o nosso inquérito sobre mobilidade em Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Setúbal. Analisámos a utilização de autocarro, automóvel e metro.

24 abril 2018
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O automóvel ainda é o meio recorrente para chegar mais rapidamente ao destino e escapar a um sistema lento e com muitas falhas. Para a maioria dos cidadãos das seis cidades que responderam ao nosso inquérito, a justificação é a falta de uma rede de transportes públicos que responda às necessidades reais. Até porque 84% dos inquiridos afirmam que, se os transportes melhorassem, utilizariam menos o automóvel. A grande limitação da última opção são os engarrafamentos: 64% dos inquiridos que vivem em Lisboa e 63% dos moradores do Porto, que se deslocam de carro, enfrentam-nos, pelo menos, uma vez por semana.

Reclamar na plataforma Queixas dos Transportes

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A capital acusa os maiores problemas com a utilização do automóvel. 

Entre novembro e dezembro de 2017, enviámos questionários em papel a uma amostra da população, tal como fizeram as nossas associações congéneres em Espanha e Itália. No total, recebemos 4412 respostas válidas, 754 do nosso país.

Rede de transportes não satisfaz

Os dados do nosso estudo revelam que a tónica é semelhante nas seis cidades analisadas (Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Setúbal): os inquiridos demonstram pouco entusiasmo com a rede de transportes. Braga surge em primeiro lugar, mas a interpretação justa é de que, nesta cidade, a insatisfação é um pouco menor do que nas outras. Aveiro está na base do ranking, demonstrando uma satisfação abaixo da média das cidades apreciadas. Além disso, a cobertura dos transportes não corresponde às necessidades de mobilidade e o custo é considerado exagerado.

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Globalmente, os inquiridos estão pouco satisfeitos com a oferta de transportes públicos. 

Não são as preocupações com o ambiente ou as questões de segurança que coagem os indivíduos a optarem pelo meio de transporte quotidiano.Tempo, preço e conforto comandam, por esta ordem, a escolha do transporte.  

Segundo dados do nosso inquérito, o horário, a frequência e a pontualidade (que atinge níveis de satisfação de 9, num máximo de 10) do metropolitano são bastante apreciados no Porto. Os utentes portuenses evidenciam uma franca satisfação também com o conforto e a segurança no que toca a acidentes.

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O metropolitano da Invicta reúne um coro de vozes francamente positivas.
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Em Aveiro, a frequência dos autocarros provoca insatisfação, um estado de alma acompanhado pelos lisboetas.

Mensalidade fixa ronda os 70 euros

O custo com os transportes, privados ou públicos, é uma despesa incontornável. De acordo com as respostas que obtivemos, o montante mensal de referência são 70 euros. A exceção é a capital: cerca de um terço gasta mais de 100 euros. Um peso no orçamento e que é sintomático das sociedades contemporâneas, dependentes de uma rede intrincada de vias e de transportes públicos urbanos.