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Táxi, Uber e Cabify, as diferenças e o que vai mudar nos serviços

12 outubro 2016
Funcionamento, preços, formas de pagamento... Conheça as principais diferenças entre os serviços de transporte prestados pelos táxis e por plataforma tecnológicas como a Uber e a Cabify.

12 outubro 2016
O Governo quer regular a atividade de plataformas como a Uber e a Cabify, mas o entendimento com os taxistas tarda em acontecer. Explicamos as razões da polémica entre os serviços de transporte de passageiros em veículos ligeiros e o que vai mudar.

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Os profissionais dos táxis consideram que os serviços de transporte prestados por terceiros a apps como a Uber e a Cabify são “ilegais”. Estas plataformas tecnológicas facilitam o transporte privado de passageiros, mas não são legalmente consideradas empresas de transporte.

Funcionam como prestadoras de serviços tecnológicos, ou seja, intermediárias entre pessoas que precisam de deslocar-se e pessoas ou empresas que estão disponíveis para transportar. Entraram em países como Portugal aproveitando a falta de legislação específica para a forma como desenvolvem a sua atividade.

A Uber e a Cabify concorrem com o transporte em táxi, mas os serviços são diferentes no funcionamento e tipo.

As diferenças começam no pedido do serviço de transporte. Para apanhar um táxi pode dirigir-se a uma praça de táxis ou fazer sinal na rua, reservar por telefone ou em aplicações como a Mytáxi. Pedir o transporte num carro Uber só é possível através da app. Já para reservar pela Cabify, pode recorrer à aplicação ou ao site da plataforma.

Os veículos da Uber e da Cabify passam despercebidos, pois circulam totalmente descaracterizados. O utilizador acede à identificação do motorista e dados do carro (marca, modelo e matrícula) após a reserva da viagem. Já os táxis são facilmente identificáveis: para além da pintura nas cores padrão bege ou verde e preto, têm um dispositivo luminoso no tejadilho e um distintivo identificador da licença.

Os táxis prestam um serviço público. Por esse motivo, não podem recusar transportar passageiros e estão autorizados a circular nas faixas BUS. Já os carros das plataformas prestam um serviço privado. Não têm autorização para circular naquelas faixas especiais e podem recusar o transporte de um cliente.

O preço da viagem num carro da Cabify é tarifado ao quilómetro, independentemente do tempo que demora. O cliente fica a saber quanto custará a viagem antes de entrar no carro.

Na Uber, a fixação do preço é feita por minuto e quilómetro, mas, se houver muita procura, o preço pode ser inflacionado pela tarifa dinâmica. O cliente é informado quando esta tarifa vigora e pode, antes de aceitar a viagem, fazer uma simulação para ter uma ideia do custo final.

Nos táxis, o preço é determinado pelo tipo de tarifa. A tarifa urbana e as tarifas ao quilómetro são compostas por uma bandeirada e por frações de tempo e de distância percorrida que variam conforme o número de lugares do veículo e a altura do dia em que o serviço é prestado (mais caro no horário noturno). O valor a pagar é contado pelo taxímetro e conhecido no fim da viagem.

O preço final da viagem de táxi pode ser acrescido de custos relacionados com a reserva de carro por telefone e o transporte de bagagem ou animais (suplementos de chamada, de bagagem e de animais de companhia).

Os valores das tarifas urbanas e ao quilómetro podem variar, consoante o táxi está identificado com distintivo ou com a Letra A.

O pagamento da viagem num carro da Uber ou da Cabify é sempre feito por cartão de crédito; a fatura é emitida de forma automática e enviada por e-mail. Nos táxis, a forma de pagamento mais comum é em dinheiro físico, mas muitos carros aceitam cartões de crédito e multibanco. A fatura é emitida pelo taxista no fim da viagem e a pedido do cliente.

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