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Quanto vou pagar de parquímetro?

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Estudo em 23 cidades revela que nem sempre é fácil saber quanto custa estacionar numa zona de parquímetros, antes de pôr as moedas. Conheça ainda os casos em que pode haver coima. 

26 fevereiro 2018
parquimetros

João Ribeiro

Se 15 minutos de estacionamento custam 15 cêntimos, meia-hora 30 cêntimos e uma hora 60 cêntimos, é fácil perceber que, por cada minuto em que o carro esteja arrumado, o consumidor vai pagar 1 cêntimo. A partir daqui, qualquer conta de cabeça é, praticamente, automática: a 20 minutos de estacionamento correspondem 20 cêntimos.

Mas e quando vemos que 15 minutos custam 20 cêntimos e uma hora 70 cêntimos? Ou, ainda mais exigente, quando a placa indica 67 cêntimos por 60 minutos de estacionamento e 2,06 euros por duas horas?

Estes foram alguns dos exemplos de tarifários pouco intuitivos que encontrámos num levantamento de informação afixada nos parquímetros, e das formas de pagamento aceites, que realizámos em janeiro, em 23 cidades do País, e que provam nem sempre ser fácil determinar o tempo de estacionamento a que corresponde uma determinada quantia.

Isto, apesar de estar indicado o tempo mínimo cobrado (geralmente, 15 minutos) e o respetivo custo, bem como o preço por hora de estacionamento.

Informação escassa

A maior ou menor dificuldade em perceber quanto vai ser necessário gastar pelo tempo que se pretende ter o carro estacionado, antes de pôr as moedas, depende muito da informação disponibilizada e das tarifas aplicadas.

Por vezes, não se chega lá com facilidade. Em Cascais, por exemplo, na zona do Escalão C, o preço de cada hora varia: por 15 minutos, pagam-se 25 cêntimos, mas, por uma hora, cobram-se 50 cêntimos e, por duas, 1,30 euros. E quem quiser estacionar durante 20 minutos paga quanto?

Para arrumar o carro em Setúbal, é preciso dominar ainda melhor a arte do cálculo. Uma hora custa 67 cêntimos, duas 2,06 euros, lê-se. Uma hora e meia custa...? Já os parquímetros de Matosinhos indicam os valores fracionados em períodos de 15 minutos, o que é uma boa ajuda: 15 cêntimos por um quarto de hora, 35 cêntimos por 30 minutos, até ao máximo de tempo permitido. Mas... uma moeda de 50 cêntimos dá direito a quanto tempo de estacionamento?

Pagamento sempre com moedas, mas apps são alternativa

Pôr moedas no parquímetro é a forma universal de pagar o estacionamento, verificámos nas 23 cidades da nossa pesquisa.

Mas as apps são uma alternativa às moedas. E têm outras vantagens, como permitir pagar o tempo exato de estacionamento e prolongar o período sem ser necessário ir ao parquímetro. Em oito cidades da nossa pesquisa (Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém, Setúbal, Valongo, Viana do Castelo e Viseu), não é possível usar qualquer app, só moedas. Nas outras há, pelo menos, uma aplicação que pode ser usada. No total, identificámos sete apps.

Há cidades onde existe mais do que uma entidade a explorar zonas tarifadas na via pública e cada uma delas disponibiliza a sua app. Quem quiser estacionar nas várias zonas terá de instalar duas aplicações diferentes. É o que acontece, por exemplo, em Beja.

Em cidades como Amadora, Bragança, Cascais, Porto, Vila Nova de Gaia e Vila Real (na zona concessionada à Empark), é possível usar duas apps distintas e pode escolher a que quiser. Uma dessas aplicações é a Via Verde Estacionar, que só pode ser utilizada por clientes desta empresa que tenham identificador, apesar de o dispositivo não servir para pagar o estacionamento na via pública.