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Passe social: aumento do preço e degradação do serviço

21 dezembro 2016
passe social

21 dezembro 2016
Em Lisboa e no Porto, os passageiros têm de pagar para viajar em toda a rede, mesmo que não usem todos os meios de transporte nas suas cidades. Os consumidores exigem soluções mais baratas e flexíveis.

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Nos últimos anos, os transportes públicos das principais cidades do País ficaram mais caros e sofreram uma degradação no serviço. Quem em 2012 utilizava o cartão Lisboa Viva ou um passe monomodal, ou seja, limitado a um operador ou a uma área, como o Carris-Metro, passou no ano seguinte a ter de comprar um passe intermodal, que lhe permite viajar em toda a rede, mesmo que não precise, e a ter de pagar mais por isso. O aumento foi de quase 6 euros por mês para quem andava apenas de metro, ou seja, 72 euros num só ano, para usar o mesmo transporte. Desde então, a situação só tem piorado.

A recente decisão de municipalizar a Carris pode trazer novidades. Mas lamentamos que se continue a privilegiar o modelo intermodal. A DECO exige soluções mais económicas e flexíveis. As tarifas devem permitir a combinação de vários meios de transporte adequados ao perfil do passageiro. Vamos, por isso, pedir justificações ao Governo, ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes, à Área Metropolitana do Porto e à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). E faremos chegar as nossas reivindicações ao Provedor de Justiça.