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Pais com maior dificuldade em pagar as despesas escolares dos filhos este ano

Comparando com o ano letivo anterior, 54% dos agregados familiares afirmam estar com mais dificuldades em fazer face aos custos com a escola dos filhos. Menos de metade (42%) conseguem pagar a maioria das despesas, mas não todas. E quase três em cada dez confessam ser impossível enfrentar alguns gastos.

27 setembro 2022
pilha de moedas

iStock

“Comparativamente ao ano letivo anterior, está a sentir maior ou menor dificuldade em pagar as despesas escolares dos seus filhos?” Os resultados de um inquérito conduzido pela DECO PROTESTE mostram que em mais de metade dos agregados familiares em Portugal (54%) vai ser mais difícil enfrentar os custos com a educação dos filhos este ano, comparativamente ao ano letivo passado.

Para 42% dos pais, a maioria das despesas estão asseguradas. Mas 27% admitem que não vão conseguir fazer frente a alguns gastos. Só 24% dizem conseguir pagar todos os custos relacionados com a escola dos filhos. Em 7% das famílias será impossível pagar qualquer despesa ou a maioria das despesas.

O inquérito, que teve por objetivo avaliar as despesas das famílias com a escola, as dificuldades financeiras dos pais para as enfrentar, e também o efeito da pandemia nas aprendizagens e suas consequências na passagem do ano letivo anterior para o de 2022/2023, foi conduzido via online, entre 8 e 14 de setembro, a uma amostra representativa da população adulta portuguesa com filhos, até um máximo de três, a frequentar a escola do primeiro ao 12.º anos. A DECO PROTESTE recebeu 1247 respostas válidas.

Despesas com um filho na escola pública rondam os 370 euros por ano em média

Sobre quanto previam gastar em despesas escolares durante este ano letivo, os agregados com apenas um filho, que frequentasse do primeiro ao 12.º ano numa escola pública, conclui-se que o valor atinge, em média, os 371,11 euros. Os que têm despesas com serviço de cantina e de refeições pagam em média 143,39 euros, sendo esta a parcela mais dura da conta com os custos escolares. O segundo maior gasto é com as atividades extracurriculares (desporto, música, etc.), que custam aos inquiridos que têm este gasto 89,15 euros, em média. A despesa com livros e manuais escolares – que são gratuitos do primeiro ao 12.º ano – surge em terceiro lugar entre o que mais pesa na fatura com a escola, atingindo, em média, 81,25 euros, entre os que se deparam com este encargo.

Material escolar para um filho no ensino público custa, em média, 50 euros

Os inquiridos com um filho a estudar do primeiro ao 12.º ano numa escola pública responderam que, em média, antecipavam desembolsar quase 50 euros em material escolar para este ano letivo.

Por nível de ensino, e considerando os inquiridos com um filho a estudar do primeiro ao 12.º ano em escolas públicas e privadas (com e sem financiamento do Estado), o valor médio que os agregados com despesas com material escolar contam gastar vai subindo à medida que a escolaridade básica avança – 46,23 euros no primeiro ciclo, 52,53 euros no segundo ciclo, e 58,34 euros, no terceiro –, diminuindo apenas no ensino secundário (49,83 euros, em média).

A grande maioria dos pais, 81%, elege como critério para comprar o material escolar do dia-a-dia (cadernos, folhas, lápis, canetas, régua, etc.) um nível intermédio entre a qualidade e o preço.

Fazendo zoom à capacidade financeira dos agregados, as conclusões não surpreendem: os inquiridos que não conseguem pagar qualquer ou a maioria das despesas escolares dos filhos tendem a optar pelo material mais barato, independentemente da qualidade. Os restantes inquiridos procuram todos um nível intermédio entre a qualidade e o preço.

Da recente análise comparativa aos preços dos itens que compõem as listas de material escolar do primeiro e do segundo ciclo do ensino básico elaboradas pela DECO PROTESTE conclui-se que, em geral, comprar através da internet sai mais barato.

Exija a dedução no IRS de todo o material escolar

Satisfação com a escola durante a pandemia é elevada

Questionados sobre a satisfação com o funcionamento geral com a escola dos filhos que foram alunos do segundo ano, do primeiro ciclo, ao 12.º ano, no último ano letivo, considerando o contexto pandémico, a esmagadora maioria dos inquiridos (90%) respondeu que o grau de satisfação era médio e elevado.

Dos vários pontos a que os pais tiveram de atribuir um nível de satisfação, a informação prestada aos encarregados de educação sobe a situação pandémica na escola foi o aspeto que se destacou, com um nível de satisfação média de 43% e alta de 45 por cento. O que mereceu as maiores críticas – ainda assim, com níveis de satisfação média e alta a rondar os 40% – foi a questão do funcionamento do ensino à distância.

Oito em cada dez inquiridos consideram que os filhos estão algo ou bem preparados para enfrentarem o novo ano letivo, apesar de uma mesma percentagem referir que a pandemia teve algum ou grande impacto negativo na aprendizagem e preparação académica no ano letivo passado. 

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